Por Ludmila Fernandes. Fotos: Divulgação

Se os pedidos de marmitex caíram por conta da pandemia enquanto a fome bateu à porta de milhares de famílias, dá pra gerar renda e colaborar com campanhas de solidariedade ao mesmo tempo? E se as pessoas não vêm até o estabelecimento, por que não ir até elas e tentar minimizar a ansiedade com recados personalizados que acompanham aquele pedido especial?

Esses casos aconteceram em 2 pequenos negócios de alimentação no Extremo Sul de São Paulo: o Aloha Marmitex, que faz refeições para entrega a domicílio; e o Jardim das Delícias, padaria que apostou no delivery após as regras de distanciamento social.

Esta é a 2ª matéria da série Fortalece Quebrada, um projeto da Periferia em Movimento e da agência de comunicação Bora Lá para destacar empreendimentos criados por moradoras e moradores das periferias de São Paulo.

Bom e barato

Uma conta no whatsapp, um cardápio com 19 opções entre R$ 10 e R$ 15, além de saladas e bebidas a gosto, e tá pronto o negócio: desde 28 de outubro de 2019, Elaine Cristina da Silva mantém o Aloha Marmitex. O pequeno negócio produz refeições vendidas somente por delivery. A entrega é feita na região do Grajaú (Extremo Sul de São Paulo) por motoboys próprios. 

O negócio chegou a balançar com as recentes altas no preço do arroz e da carne, mas Elaine conseguiu se reorganizar. Essa não é a primeira tentativa dela de empreender no ramo de alimentos. Entre 2013 e 2014, manteve um disque marmitex que quebrou após Elaine contrair várias dívidas. 

Elaine, do Aloha Marmitex (foto: Divulgação)

“Dessa vez, foi mais tranquilo por saber como funcionava o sistema. Fiz tudo que do jeitinho certo. Juntei capital com a minha rescisão da empresa em que trabalhava, busquei maquinário mais em conta e materiais mais baratos”, explica ela. “Tentei fazer tudo ao contrario que fiz da primeira vez para não errar novamente”. 

A organização foi importante para enfrentar a pandemia, que preocupou logo no início com a queda nas vendas. Pouco tempo depois, o Aloha passou a atender ONGs locais que se articularam para doar comida na quebrada. O negócio conseguiu gerar renda com a produção e distribuição de 12 mil marmitas para 800 famílias em 10 quebradas entre abril e setembro.

Como funciona? | Peça de segunda a sexta-feira pelo whatsapp (11 99912-0767). Acompanhe a página do facebook aqui e do instagram aqui.

Café e carinho

Sofrendo por estresse no trabalho como bancária, em 2014 Simone Magalhães Freire seguiu os conselhos do marido Alan Nunes Ogata, deixou o emprego fixo e ingressou no ramo de alimentos em busca de maior qualidade de vida. Ela começou um negócio familiar com Elisandra Freire, vendendo bolos, doces e salgados. Nasceu assim o Jardim das Delícias.

Localizado no Jardim Noronha (Extremo Sul de São Paulo), o negócio que antes era uma confeitaria ampliou o cardápio e se tornou uma padaria em 1 de fevereiro de 2020. Mas aí veio a pandemia e o distanciamento social, e as empreendedoras apostaram nas entregas para manter a clientela.

O Jardim Das Delícias (Foto: Divulgação)

“Com a pandemia tivemos que mudar o atendimento, precisando de mais pessoas por conta da demanda mais atenção às redes sociais, pois as pessoas estão buscando formas de não sair de casa”, explica Mônica Batista Freire, uma das responsáveis.

“Foi uma oportunidade que tivemos de levar aos nosso clientes momentos bons em meio a uma crise e meio à ansiedade que a pandemia causou”, continua.

Bolos, geleias, pães e biscoitos variados são entregues em um raio de até 7 quilômetros. E junto do pacote, sempre vem um recadinho para trazer boas energias para quem consome. 

Como funciona? Peça pelo ifood, pelas redes sociais ou no whatsapp (11 99428-7478). Entre em contato pelo e-mail [email protected])

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