“É o fim do mundo”, me disse um senhor na fila do Assaí de Parelheiros, no Extremo Sul de São Paulo. Eu não manjo de apocalipse pra opinar. Imaginava que teria um quebra-quebra, mas pelo jeito nosso fim será melancólico […]
Trabalhadores, militantes, educadores, artistas, empreendedores… Muitas palavras cabem na definição do que fazem os personagens acima. Mas a mais certeira é a de “articulador”, central para transformar a realidade.
A nova reportagem da Periferia em Movimento, que faz parte do projeto #NoCentroDaPauta, aborda a constituição de diferentes famílias nas periferias de São Paulo.
Pesquisa identifica que, desde o início dos anos 1990, iniciativas pautam o direito à comunicação nas periferias de São Paulo. Mas 80% dos trabalhadores não têm essas iniciativas como único trabalho
O sujeito periférico é o indivíduo nascido e criado em uma periferia e que, a partir do entendimento dessa condição social e influência de ações culturais (do RAP aos saraus), passa a agir politicamente pra mudar sua própria realidade. Isso é o que defende a tese de Tiaraju Pablo D’Andrea, 39 anos, ele mesmo um “sujeito periférico” que agora age contra os cortes do governo de Jair Bolsonaro na educação.
Estudantes e pesquisadores com origens nas bordas da cidade estão na universidade pública com objetivo de devolver o conhecimento obtido para as quebradas. Mas temem pelas medidas do governo Bolsonaro
Construído em 2009 pela Prefeitura de São Paulo, prédio destinado à cultura abrigava conselho tutelar. Coletivos culturais comemoram vitória em luta histórica
Cristiane Rosa é uma mulher negra e periférica do Grajaú na luta em diversas frentes. E, apesar da situação desesperadora, ela vê caminhos para resistência
Para Dona Eda Luiz, a busca por direitos nas periferias se fortaleceu nos últimos 10 anos. E o CIEJA Campo Limpo, escola pública que ela dirigiu por 20 anos e se tornou modelo de educação, é parte fundamental nesse processo. Extremamente otimista, como ela própria se define, ela acredita na construção de uma cidade mais humana e solidária daqui pra frente
Com reabertura de processo judicial pela CDHU, quase 600 famílias podem ser despejadas de terreno que já é destinado a habitação popular no Extremo Sul de São Paulo
Travada desde 2014 por contrariar o Plano Diretor Estratégico, após uma decisão judicial favorável publicada no início deste ano a proposta de construção de um Aeroporto de Parelheiros para jatinhos executivos obteve a certidão de uso e ocupação do solo […]
Terreno privado tem alto risco à segurança das pessoas. Despejo rolou na semana passada, mas nenhum órgão público deu assistência a moradores. Quem ficou sem teto, contou apenas com caminhão de mudança. Moradores que perderam apenas parte da casa tentam reconstruir os lares
Quem vive em São Paulo passa em média 3 horas por dia no transporte público. Isso poderia ser diferente se houvesse uma política de desenvolvimento econômico das periferias