Por que o Passe Livre em São Paulo ainda não é suficiente?

Por que o Passe Livre em São Paulo ainda não é suficiente?

Periferia em Movimento

Periferia em Movimento

O Passe Livre restringe o estudante com baixa renda a apenas duas viagens por dia com períodos de duas horas, apenas nos meses em que tem aulas. Não é, nem de longe, o cenário de incentivo ao ensino, cultura, ou de direito à cidade.

2018 já começou com um aumento de 20 centavos na tarifa do transporte público da capital paulista. O aumento atinge a todos os que usam dos trens, ônibus e metrôs para se deslocar pela cidade. Nos valores vigentes desde 07/01/2018, entre os estudantes com bilhete estudantil, a tarifa sobe para 2 reais, enquanto a tarifa comum é de 4 reais.

Mas e o Passe Livre?

Quem tem direito ao Passe Livre ainda não paga pela tarifa, com direito a uma cota de 2 viagens por dia (cada viagem com no máximo 4 catracas em um período de 2 horas entre a primeira catraca e a última). A prefeitura disponibiliza algumas regras para quem excede este limite entre o trajeto casa-instituição de ensino, confira as regras no site da SPTRANS e compartilhe seus direitos.
Assista no vídeo produzido pelo projeto Repórter da Quebrada, do Periferia em Movimento, porque as regras do Passe Livre não satisfazem o direito ao transporte e à cidade entre quem é estudante, principalmente entre quem faz longos trajetos partindo das periferias:


Produção do vídeo: Dani Vieira com participação de Larissa Sousa e Cleiton França.

2 horas (e duas viagens) não dá!

Do Jardim Prainha até o curso na Barra Funda. Depois, a ida à ETEC no Jabaquara. De noite, o retorno para casa. Só com o recurso do Passe Livre, Larissa não consegue completar suas viagens diárias. Nem outros milhares de estudantes da capital.
O trajeto da estudante mostrado no vídeo reflete a realidade de muitos estudantes que moram nas bordas de São Paulo. Quem realiza atividades extras, cursos, ou até mesmo lazer pela cidade é obrigado a arcar com os custos do transporte. Para quem não tem como gastar 2 reais ou 4 reais a cada viagem, o direito à cidade fica restrito.
A própria não liberação das cotas estudantis durante os meses de férias já mostram que a intenção do Passe é apenas levar o estudante no trajeto casa – instituição de ensino, o que limita suas possibilidades na cidade.

Próximas Manifestações

Os estudantes continuam lutando pelo seu direito à cidade. A próxima manifestação contra o aumento será nessa terça-feira, 23 de janeiro, no cruzamento da Av. Ipiranga com a Avenida São João, a partir das 17h. Confira mais informações.
 

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