Onde celebrar o dia da Mulher Negra Latino-Americana e Caribenha?

Onde celebrar o dia da Mulher Negra Latino-Americana e Caribenha?

Data comemorada neste sábado (25 de julho) é marcada por marcha por direitos, encontro de mulheres na periferia e programação infantil em bibliotecas municipais

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Tempo de leitura: 4 minutos

Por Agnes Sofia Guimarães. Edição: Thiago Borges. Foto de capa: Vitori Jumapili

Desde que foi criado em 1992, o Dia Internacional da Mulher Negra Latino-Americana tem mobilizado eventos que ajudam a popularizar a importância da luta e memória das mulheres negras na América Latina e no Caribe.

Neste ano, as periferias de São Paulo oferecem atividades que se juntam a uma programação intensa para este sábado (257), que também tem como destaque a Marcha das Mulheres Negras de São Paulo 2026, que neste ano celebra 10 anos de existência.

A Marcha foi criada em memória de Luana Barbosa, mulher negra e periférica assassinada pela Polícia Militar na periferia de Ribeirão Preto. O ato desta edição tem como lema “Há 10 anos por Luana Barbosa e por todas nós! Por direitos, reparação e Bem Viver! Mulheres negras nas ruas e nas urnas!”, e a concentração acontece a partir das 13h, na Praça Roosevelt, na região central da cidade.

Entre os destaques da programação, há uma aula pública com Gilda Pereira, Cida Bento e Lenny Blue, além do bloco Ilu Obá de Min, que inicia a saída da Marcha. A rapper Luana Hansen também está confirmada, além da presença da cultura ballroom, por meio das iniciativas Femme Queens Rumo à Marcha Nacional de Mulheres Negras e da Grand Prize. No Theatro Municipal, o encerramento será com Dandara Kuntê e Periferia segue Sangrando.

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Ônibus para a Marcha das Mulheres Negras 

Na região da Zona Leste, ainda há vagas para transporte gratuito para mulheres negras da região participarem da Marcha. O ônibus sai às 11 horas do Terminal Novo de Ônibus da Cidade Tiradentes, e passa pela Estação Guaianases e Estação Artur Alvim.

Para tentar uma vaga no ônibus, é necessário manifestar interesse no formulário disponibilizado pela organização.

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Julho das Pretinhas 

Focado às infâncias negras, o Festival Julho das Pretinhas dialoga com educadores, famílias, escolas e coletivos culturais, construindo pontes entre ludicidade e formação antirracista. Durante todo o mês, a programação deste ano contou com o tema “Imaginação, criatividade e criação para a construção das identidades infantis pretas”, trabalhando com a potência das crianças negras.

O dia 25 marca o encerramento da edição deste ano, com a Mostra Brinquerê, apresentações dos participantes das oficinas e sorteio de livros para o público.

Encontro Abya Yala 

Coletivo de fortalecimento e cuidado entre mulheres ativistas das periferias da zona sul de SP , a Escola Feminista Abya Yala realiza seu III Encontro Abya Yala de Mulheres Periféricas, Dissidências e Alianças Vitais nos próximos dias 25 e 26 de julho, no CDHEP – Centro de Direitos Humanos e Educação Popular. A programação abarca mesas e rodas de conversa focadas na troca de experiências sobre trabalhar a saúde em comunidade.

A programação completa pode ser acessada na página do projeto. Clique aqui.

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