NoticiMapa: No Campo Limpo, grupo registra espaços de educação popular em curso do Periferia em Movimento

NoticiMapa: No Campo Limpo, grupo registra espaços de educação popular em curso do Periferia em Movimento

Periferia em Movimento

Periferia em Movimento

O Curso Noticimapa do Sesc Campo Limpo reuniu diversos integrantes para discutir Jornalismo, Cartografia, Direitos Humanos, com foco em Educação.

O Curso Noticimapa – Jornalismo, Cartografia e Direitos Humanos reuniu, durante três meses, pessoas para pensar a relação entre mapeamento, jornalismo e territórios de direito. As atividades contaram com um grupo diverso de moradores da região, estudantes de arquitetura, jornalistas e integrantes do Periferia em Movimento.
Depois de três meses de interações, os participantes decidiram mapear espaços de educação alternativa na região. As vivências externas foram no CIEJA Campo Limpo e no CDhep (Centro Defesa Direitos Humanos Campo Limpo).  O curso foi um projeto em parceria com o Sesc Campo Limpo. Confira algumas fotos e vídeos das atividades de vivência:

  • Maria Neide e Sandra

  • Joana D’arc

  • Maria Juliete

  • Juan


Confira algumas das falas das entrevistas:

“A educação está cada vez pior, tá diferente da educação que tinha antes. As crianças se comportam de forma diferente… Não tem educação!
A educação popular, se tivesse mais seria bom. Hoje ninguém respeita mais ninguém, se passassem mais tempo ocupados nas escolas seria melhor.”
Sérgio Fernandes de Souza, 52 anos. Há 14 anos mora em São Caetano.

“Vou falar da minha experiência escolar. Estou no 3º ano do Ensino Médio. A minha escola tem uma grade de ensino boa. O profissionalismo da escola é muito bom, tenho excelentes professores.”
Adna Tayla, 17 anos. Mora em Embu das Artes/Santo Eduardo, estuda na Escola Estadual Odete Maria de Freitas e faz cursinho particular, pois tem o sonho de fazer a faculdade de Direito.


 
 

“A educação pública tem que mudar muito. Tem uma diferença muito grande tanto na educação quanto nos pais e mães. Hoje se um professor reclama com o filho na escola, a mãe ou o pai já vai no outro dia querendo brigar com o professor. Os professores que dão educação. Na minha época, tinha um negócio chamado palmatória. Se o aluno fizesse alguma coisa, a professora pegava uma régua e ‘dava’ na mão do aluno, aí respeitavam né.”
José Maria de Souza, 58 anos. Mora no Capão Redondo há 28 anos

 

“O sistema educacional é ineficiente! O projeto é bom, mas não funciona. Falta estrutura para os alunos e valorização do professor.
Caio Soares Costa, 22 anos. Mora na Cidade Dutra e já participou do Projeto Raiz, cursinho popular gratuito realizado na Escola Municipal Miguel Vieira Ferreira.

 

“Os professores que organizam esses ambientes [de educação popular] estão compromissados com a educação e utiliza das artes, dos esportes ou dos métodos que forem necessários para trabalhara inteligência dos alunos. Os do ensino formal seguem protocolos, prazos, burocracias que impedem essa melhora da qualidade.
E as instituições de ensino informal provam que não precisa de muito para um ensino de qualidade.”
Caio Soares Costa, 22 anos. Mora na Cidade Dutra e já participou do Projeto Raiz, cursinho popular gratuito realizado na Escola Municipal Miguel Vieira Ferreira.

 

“As regiões por aqui [no Capão Redondo] tem muito espaço verde e lazer para as crianças. Perto da minha casa tem um parque que oferece quadra esportiva, brinquedos educativos e uma área da natureza para as crianças explorarem e brincar em contato com a terra e o ar.”
Jéssica Vieira dos Santos, 21 anos. Mora no Capão Redondo há 1 ano e 4 meses
 

Na nossa página do Facebook, é possível assistir alguns trechos da Mostra Final do Curso:
https://www.facebook.com/PeriferiaemMovimento/videos/1483359741724571/
https://www.facebook.com/PeriferiaemMovimento/videos/1483372928389919/
 
Veja aqui como foi o Curso Noticimapa no Sesc Pinheiros, que mapeou batalhas de RAP em São Paulo. Confira aqui a proposta do Noticimapa.

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1 Comentário

  1. […] O sucesso do CIEJA Campo Limpo rendeu à unidade o reconhecimento como Escola de Educação Transformadora para o Século 21, concedido em 2017 pela UNESCO. Hoje, são mais 1.200 alunos, sendo que mais de 200 tem alguma necessidade especial, como ensino em braile ou Libras. Em 2017, a Periferia em Movimento ouviu algumas das pessoas atendidas na escola. Confira aqui. […]

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