Mostra Transmissão Contágio: evento no Grajaú aborda a arte no enfrentamento ao estigma sobre HIV/Aids

Mostra Transmissão Contágio: evento no Grajaú aborda a arte no enfrentamento ao estigma sobre HIV/Aids

Evento do Coletivo Contágio acontece neste domingo (28/6), Dia do Orgulho LGBTQIAP+, em articulação com a rede Travas da Sul

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Tempo de leitura: 3 minutos

Neste domingo (28/6), a partir das 15h30, o Centro Cultural Grajaú recebe a terceira edição da Mostra Transmissão Contágio. Com entrada gratuita, o evento ocorre na rua Professor Oscar Barreto Filho, 252, no Parque América (Extremo Sul de São Paulo). Saiba mais aqui.

Promovida pelo Coletivo Contágio, a mostra convida o público a participar do espetáculo “Ferida$ Política$”, que reúne camadas das experiências de seus artistas e oferece ao público um olhar atento e sensível sobre a epidemia de Aids.

Além disso, Diogo Emanuel, coordenador da Travas da Sul Rede Sociocultural, media o bate-papo (Com)verso Positivo. O diálogo acontece antes e depois do espetáculo, para entender as expectativas do público e colher as percepções após a sessão.

Territorialização

Cena de

Cena de “Ferida$ Política$” (foto divulgação/Lucas Gonzaga)

Depois da estreia no Instituto Brasileiro de Teatro, em maio, a Mostra chega agora ao distrito mais populoso da capital paulista. A parceria com a Travas da Sul reforça o caráter territorial do projeto: a rede promove acolhimento, visibilidade e desenvolvimento cultural da população LGBTrans periférica, com forte atuação em arte, cultura e saúde integral, incluindo prevenção de infecções sexualmente transmissíveis (ISTs) e redução de danos.

“Acreditamos na potência da arte em ressignificar as narrativas sobre HIV/Aids frente aos estigmas que ainda persistem na sociedade”, destaca Ará Silva, fundador do Coletivo Contágio, coordenador e produtor executivo do projeto.

A escolha do coletivo, que atua desde 2019 nesse campo, em circular com o projeto entre o centro, Zona Sul e Zona Leste de São Paulo vai ao encontro dos dados dos últimos boletins epidemiológicos de HIV/Aids de São Paulo, que mostram que essas são as regiões que apresentam o maior número de novas infecções do HIV (Centro) e concentram os maiores números de casos (Sul e Leste).

Assim, a arte se apresenta como estratégia potente de prevenção e sensibilização, capaz de criar espaços de escuta, reverter estereótipos e conectar comunidades aos serviços de saúde.

LEIA MAIS: HIV nas periferias: avanços no tratamento não superam estigma e desinformação

Foto de capa: Divulgação/Lucas Gonzaga

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