A deputada Erika Hilton (PSOL) é a mulher mais votada em todo o Brasil para a Câmara dos Deputados. Nascida em Franco da Rocha e criada em Francisco Morato (região metropolitana da capital), foi reeleita com 1,5 milhão de votos.
Mulher trans, Erika ganhou projeção por defender direitos universais, como o fim da escala 6×1. Nos últimos anos, ela antagonizou com figuras como Nikolas Ferreira (PL-MG), reeleito com mais de 3 milhões de votos e padrinho de Lucas Pavanatto (PL-SP), influenciador digital que foi o mais votado por paulistas – também com mais de 3 milhões de votos.
Na disputa para as 70 cadeiras pertencentes ao Estado na Câmara dos Deputados, São Paulo elegeu e reelegeu nomes da direita e da esquerda, com policiais, lideranças religiosas e de movimentos sociais com forte eco nas periferias.
Tábata Amaral (PSB), criada na Cidade Ademar, foi reeleita com a quarta maior votação: 476 mil.
Juliana Cardoso (PT), de Sapopemba, Milton Leite Filho (União), do Piraporinha, e a ex-ministra Sonia Guajajara (PSOL), conseguiram se reeleger com 111,9 mil, 71 mil e 54 mil votos, respectivamente.
Já Natália Boulos (PSOL), liderança do MTST e moradora do Campo Limpo, e o atual vereador Sidney Cruz (MDB), de Pedreira, estréiam na Câmara com 114 mil e 130 mil votos.
Entre as 513 vagas da Câmara, o PL vai aumentar sua bancada de 99 para 121 parlamentares de extrema-direita. Já a federação formada por PT, PV e PCdoB vai passar de 81 para 88 cadeiras.
Assembleia Legislativa
Na disputa para as 94 cadeiras da Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo (Alesp), o quinto nome mais votado foi o da Bancada Feminista (PSOL). A candidatura coletiva, que tem Paula Nunes (da Penha, Zona Leste), foi reeleita com 326 mil votos.
Quem também se mantém na Assembleia é a deputada Ediane Maria (PSOL), ex-empregada doméstica e liderança do MTST no ABC Paulista, com 170 mil votos. Além dela, Mônica Seixas das Pretas (PSOL) também foi reeleita, com 159 mil votos.
A bancada do PSOL chega a nove parlamentares. Entre eles, o da então vereadora paulistana Keit Lima, da Brasilândia, que obteve 58 mil votos. Já o PT soma 16 cadeiras, entre elas a do novato Rodrigo Mar, do Itaim Paulista, com 104 mil votos.
Entre os nomes mais votados da Alesp, a liderança é ocupada pela tiktoker antifeminista Eduarda Campampiolo (PL), com 1,9 milhão de votos.
No topo, também estão nomes conhecidos que foram eleitos ou reeleitos: Eduardo Suplicy (PT), com 654 mil; Sofia Favero (PSOL), 407 mil; e Carlos Gianazzi (PSOL), 367 mil; e Luiza Erundina (PSOL), 169 mil.
Ficaram de fora outras candidaturas periféricas de esquerda, como a da ativista trans Neon Cunha (PT), com 24 mil votos; o entregador Jr. Freiras (PSOL), com 22 mil; Emerson Osasco (PCdoB), com 7 mil; a ex-secretária de Cultura Aline Torres (PSD), com 5,9 mil votos; Keila Pereira (PCdoB), com 5,1 mil votos; e o artista Mauro Veracidade (PT), com 1,9 mil.
Alexandre Leite (União Brasil), integrante do clã político Família Leite, não foi reeleito. Leci Brandão (PCdoB) também ficará de fora, depois de mandatos seguidos.
O governador reeleito Tarcísio de Freitas (Republicanos) chegará a 2027 com 69% de toda a bancada da Alesp: 65 das 94 cadeiras serão ocupadas por parlamentares de sua base, formada por.PL, PSD, MDB, Podemos, PSDB, Novo, PRD e a federação formada por União Brasil e PP.
Com PT, PSB e PSOL, a oposição soma 29 parlamentares a partir de 2027.
Periferia Legislativa
Desempenho das candidaturas de deputadas e deputados federais e estaduais atuantes nas periferias de São Paulo e Região Metropolitana.
Candidatura ↕ | Partido ↕ | Território de Atuação | ↕ Votação | ↓ Status |
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