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Em 2025, o setor do trabalho passou por transformações que impactaram diretamente a vida da população periférica. A aprovação de novas garantias para trabalhadores, o avanço da Reforma Tributária e as mudanças nas regras de arrecadação mexeram no orçamento das famílias, ao mesmo tempo em que reacenderam o debate sobre desigualdade e proteção social.
Entre expectativa e incerteza, as periferias acompanharam de perto como essas alterações poderiam aliviar o peso no bolso, revelando os limites e as disputas em torno de um sistema econômico que ainda penaliza quem vive nos extremos da cidade.
Justiça Tributária
No Brasil, a concentração de renda e o desenho do sistema tributário aprofundam desigualdades históricas. Em 2025, o debate sobre Justiça Tributária se intensificou, principalmente por conta da Reforma Tributária proposta pelo Ministério da Fazenda.
As discussões evidenciaram que mulheres negras são maioria entre as trabalhadoras informais e recebem menos do que homens brancos em empregos formais. Com renda menor e dependentes quase exclusivamente do consumo, elas acabam expostas a uma tributação indireta mais pesada.
A isenção de imposto de renda para quem ganha até R$ 5 mil foi uma das vitórias que marcou o ano.
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Novas garantias
Em julho deste ano, o Ministério do Trabalho e Emprego deu um passo histórico ao incluir as trancistas na Classificação Brasileira de Ocupações (CBO). A técnica, que atravessou séculos desde o período escravocrata, é preservada sobretudo por mulheres negras nas periferias do país.
Apesar do avanço, a nova definição contempla apenas as profissionais contratadas pelo regime CLT, deixando as trancistas autônomas ainda sem o reconhecimento formal de seu trabalho.
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Mais tarde, em setembro, a Lei nº 15.222/2025 ampliou o direito à licença e ao salário-maternidade, garantindo um período maior de recuperação para a pessoa que gestou e para o bebê. A nova legislação representa um avanço importante, ainda que inicial, dentro de uma agenda mais ampla de mudanças necessárias.
Crise climática
Na série “Trampo é Trampo”, a Periferia em Movimento mostrou os impactos e desafios que trabalhadores periféricos têm enfrentado com o agravamento da crise climática. Profissionais informais, vendedores de alimentos perecíveis e pessoas que atuam diretamente expostas às variações do clima lidaram com perdas financeiras e danos à saúde.
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