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Ato contra o genocídio na Cidade Tiradentes (Foto: Kessias Oliveira de Sena)
Cidade Tiradentes, no Extremo Leste de São Paulo, é o distrito onde se vive menos na capital, com idade média de 62 anos. Enquanto isso, em Alto de Pinheiros, bairro nobre da Zona Oeste, a expectativa de vida é de 82 anos. Os dados são do Mapa da Desigualdade 2025, publicado nesta quinta-feira (27) pela Rede Nossa São Paulo.
Outros bairros periféricos como Jardim Ângela (61), Perus e Grajaú (62 anos), também figuram entre os menores índices de longevidade. Na maioria dos distritos localizados na periferia, o indicador fica abaixo dos 70 anos.
Além disso, o levantamento feito com dados de 2019 indica ainda que Cidade Tiradentes está entre os bairros com maior proporção de pessoas negras na capital paulista.
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Reflexo da desigualdade
O estudo também reúne informações sobre saúde, mobilidade, renda, cultura e vulnerabilidade social nos 96 distritos paulistanos.
Cidade Tiradentes também registra o maior percentual de grávidas adolescentes, com 11% dos bebês nascidos vivos com mães com 19 anos ou menos. Já no Jardim Paulista, bairro na Zona Oeste, o índice é de 0,14%, seguido por Itaim Bibi (0,26%), Pinheiros (0,39%) e Moema (0,4%).
A mobilidade também varia: no Capão Redondo, na periferia da Zona Sul, os ônibus circulam pela manhã a 15,4 km/h; em Marsilac, a média chega a 25 km/h.
A oferta de cultura é outro ponto de contraste: 24 distritos não contam com nenhum equipamento público municipal, caso de Jaguará, Campo Grande, Jaguaré, Vila Sônia, Aricanduva, Cidade Dutra, Rio Pequeno, Marsilac, Iguatemi e Pedreira.
A renda do emprego formal acompanha essas diferenças: no Pari, a média salarial é de R$ 1.232,21; em São Domingos, chega a R$ 8.274,57.

