Foto em destaque: João Claudio de Sena, durante aprovação do VAI 2 na Câmara de Vereadores de São Paulo

Seja por meio de fomento público ou aperfeiçoamento do trabalho autônomo, programas que distribuem ou geram renda dão fôlego em meio à crise econômica.

Afinal, de acordo com o IBGE, o País fechou 2019 com 11,9 milhões de desempregados e 4,7 milhões que desalentados (ou seja, que desistiram de procurar emprego). E entre quem tá trampando, mais de 40% atua informalmente (sem registro em carteira ou por conta própria).

Por isso, a Periferia em Movimento destaca iniciativas que auxiliam nesse cenário.

Com a proposta de promover a economia solidária na quebrada, a Agência Solano Trindade abre a chamada criativa Alimentando Pontes, com o programa “Zona Sul Território da Alimentação Saudável”, que tem apoio do FIIMP – Fundações e Institutos de Impacto.

Voltado a empreendedores e empreendedoras do ramo alimentício, o programa consiste em um conjunto de ações para contribuir com o desenvolvimento pessoal e o fortalecimento de negócios por meio de palestras, oficinas, visitas, happy hours, articulação de novos mercados e acesso a microcrédito.

Serão selecionados 15 negócios da alimentação tocados por pessoas residentes nas periferias da Zona Sul de São Paulo. As inscrições acontecem até o dia 13 de março, por formulário on-line (clique aqui) ou na sede da Agência Solano Trindade (rua Batista Crespo, 105 – Campo Limpo).

Tia Nice na cozinha da Agência Solano Trindade (foto: Divulgação)

Outro rolê voltado a quem empreende é a 4ª edição da Articuladora de Negócios de Impacto da Periferia (ANIP), que recebe inscrições para o Lab NIP. Desenvolvido pela A Banca, Artemisia e Fundação Getúlio Vargas, o programa gratuito é voltado a empreendedores e empreendedoras das periferias de São Paulo.

Para ampliar o impacto positivo dessas soluções, o Lab NIP vai fortalecer o desenvolvimento de até 30 negócios ao longo de 05 semanas com base na metodologia de aceleração de curto prazo da Artemisia, unindo teoria e prática com foco no que é essencial. Os negócios que se destacarem no programa poderão receber até R$ 15 mil e apoio personalizado do Empreende Aí para aprimorarem suas iniciativas.

“Acreditamos que há mais soluções do que problemas nas periferias, por isso, é preciso fomentar os negócios de impacto das quebradas com esse olhar”, ressaltao o DJ Bola, presidente-fundador da produtora A Banca, no Jardim Ângela, e um dos idealizadores da ANIP. Inscreva-se aqui até 16 de março.

E até o dia 27 de março, o CDHEP – Centro de Direitos Humanos e Educação Popular do Campo Limpo recebe inscrições de educadoras e educadores, artistas e militantes no edital “Ocupa CDHEP: Saberes e fazeres populares”. Clique aqui para participar e saber mais.

A proposta é utilizar o espaço da organização na Zona Sul de São Paulo com projetos que defendam e fortaleçam valores e práticas pelos direitos humanos, com atividades formativas (cursos, vivências, palestras, oficinas etc) que promovam o enfrentamento das desigualdades econômicas, sociais, de gênero e raça.

O espaço conta com mesas, cadeiras, bancos, materiais gráficos e ferramentas de marcenaria. Os participantes vão pagar pelos cursos direto ao CDHEP, que vai repassar aos proponentes dos projetos de R$ 20 a R$ 55 por participante – dependendo da carga horária de cada intervenção.

Programa VAI

Criado há 17 anos para fortalecer a potência criativa das periferias da cidade de São Paulo, o Programa VAI tem um histórico de sucesso. Nos últimos seis anos, mais de 1.000 projetos foram contemplados nas modalidades 1 e 2, que selecionam, respectivamente, propostas de coletivos socioculturais formados por jovens entre 18 e 29 anos ou que tenham no mínimo 02 anos de existência.

Focado nas juventudes periféricas, o programa surgiu em 2003 como projeto de lei encampado pela sociedade civil e abrange uma série de linguagens culturais em propostas de criação, produção, fruição e difusão de expressões artísticas.

Além de dar projeção a ideias que já estão sendo realizadas em regiões, em muitos casos com poucas atividades culturais, o VAI estimula a criação e participação no desenvolvimento cultural da cidade, promovendo inclusão cultural, estimulando as culturas e desenvolvimento locais.

Em 2020, a Prefeitura vai destinar R$ 9 milhões a mais de 150 projetos com valores de até R$ 42 mil (no VAI 1 – clique e baixe o edital com as regras) e até R$ 84 mil (no VAI 2 – clique e baixe o edital com as regras). As inscrições podem ser feitas té as 17h do dia 31 de março por meio da Plataforma 156, na Secretaria Municipal de Cultura e nos postos do Descomplica SP. Saiba mais aqui.

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