Diante da “monetização da vida” pelo governo, movimentos chamam novo ato contra Bolsonaro

Diante da “monetização da vida” pelo governo, movimentos chamam novo ato contra Bolsonaro

Periferia em Movimento

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Em meio a escândalos de corrupção na negociação de vacinas, no sábado (3/7) acontece terceiro ato por impeachment do Presidente

Foto em destaque: Agência Brasil

Neste sábado (3/7), movimentos sociais pretendem ocupar novamente as ruas de cidades brasileiras para exigir o impeachment de Jair Bolsonaro. Em São Paulo, o protesto está marcado para começar às 15h, no vão livre do MASP, que fica na avenida Paulista.

“A luta não pode esperar! Pelo fim do genocídio negro, nem bala, nem fome, nem covid”, aponta a Coalizão Negra por Direitos, articulação que reúne centenas de entidades do movimento negro no Brasil e participa da mobilização para o 3 de julho.

Este é o terceiro ato nacional realizado em menos de 2 meses contra o atual ocupante da Presidência da República e seu governo – os anteriores aconteceram em 29 de maio e 19 de junho, atraindo cerca de 750 mil e 500 mil pessoas respectivamente. A nova manifestação, antes prevista para o final de julho, foi adiantada após as denúncias que apontam para corrupção nas compras de vacinas contra a covid-19.

Na noite de terça-feira (29/6), uma reportagem da Folha de S. Paulo revelou que o diretor de logística do Ministério da Saúde, Roberto Dias Ferreira, pediu propina de US$ 1 a cada dose de vacina fabricada pela AstraZeneca. A vacina estaria sendo negociada pela empresa brasileira Davati. Ao todo, seriam cerca de 400 milhões de doses e quase R$ 2 bilhões em desvios.

O site do Movimento dos Sem Terra (MST) destaca a avaliação de grupos do campo popular, que apontam a superação da marca de 500 mil vítimas fatais de covid-19, a continuidade da tragédia com quase 2 mil mortes diariamente e a demora na vacinação, com pouco mais de 12% da população totalmente imunizada. Também ressalta o escândalo da “monetização da vida”, em que integrantes do governo estariam tentando obter vantagens pessoais ao negociar imunizantes enquanto a doença segue sem controle.

“As denúncias envolvendo a compra da vacina indiana Covaxin, que atingiram o presidente Jair Bolsonaro (…) Bolsonaro, que tinha informações do esquema e sabia do envolvimento do [líder do governo na Câmara, Ricardo] Barros, pode responder por prevaricação. Para evitar os processos, alega que mandou o ex-ministro da Saúde Eduardo Pazzuelo tomar uma atitude”, traz a análise dos movimentos.

E a pressão cresce na Câmara dos Deputados. Na última quarta-feira (30/6), mais de 700 movimentos sociais partidos políticos de diferentes espectros apresentaram o “superpedido de impeachment”, que reúne crimes elencados nos 121 pedidos de impeachment já protocolados desde o início do governo. Veja abaixo a declaração de Douglas Belchior, integrante da Coalizão Negra:

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