Fotos: Mídia Ninja

“Nem bala, nem fome, nem covid. O povo negro quer viver”.

Com esse mote, a Coalizão Negra por Direitos convoca um ato nacional contra o genocídio nesta quinta-feira (13/5). O protesto exige justiça pelas 29 vítimas (sendo 28 delas, civis) do massacre da Favela do Jacarezinho, que aconteceu na quinta passada (6/5), no Rio de Janeiro, e por todas as vítimas da violência do Estado brasileiro.

Em São Paulo, o ato acontece às 17h, com concentração na avenida Paulista. No mesmo horário, acontecem protestos no Rio de Janeiro (na Candelária), Brasília (Praça dos 3 Poderes), Recife (Praça do Derby), Porto Alegre (Esquina Democrática), Belo Horizonte (Praça Afonso Arinos). Em Salvador, o ato ocorre às 11h, na Praça da Piedade; e em Belém, às 18h, na Praça da República.

Os organizadores orientam participantes a comparecerem de máscara, com álcool em gel e mantendo o distanciamento social, devido à pandemia.

Ato na avenida Paulista na sexta-feira passada, 7 de maio (Foto: Mídia Ninja)

Denúncia

A Coalizão reúne centenas de entidades do movimento negro brasileiro e promove marchas País afora no dia da Abolição da Escravatura – renomeado como “Dia Nacional de Denúncia Contra o Racismo”.

Na data, completam-se 133 anos desde a assinatura da Lei Áurea pela princesa Isabel. A ação extinguiu oficialmente a escravidão no País, uma luta protagonizada por abolicionistas negras e negros. Porém, marginalizou a população negra, que mais de um século depois continua sendo mais privada de direitos do que a população branca no Brasil.

Com piores indicadores na saúde, na educação e no mercado de trabalho, negros no Brasil vivem majoritariamente em áreas periféricas e empobrecidas e estão vulneráveis à violência – é o caso do Massacre do Jacarezinho. Na semana passada, a Coalizão divulgou uma carta voltada à comunidade internacional para denunciar a situação.

“Nós, negras e negros brasileiros em Coalizão Negra por Direitos, denunciamos ao mundo que vivemos em um país no qual amanhã poderemos estar mortos, pelo fato de sermos negros. Seja pelo coronavírus, seja pela fome, seja pela bala, o projeto político e histórico de genocídio negro avança no Brasil de uma forma sem limites e sem possibilidade concreta de sobrevivência do povo negro”, diz o documento. Clique aqui para ler na íntegra.

“Precisamos dar um basta ao genocídio negro. A população negra e favelada também é digna de direitos humanos”, encerra.

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