Teatro da Sul à Leste: Periferias paulistanas têm espetáculos que discutem raça, gênero, sexualidade e vida da classe trabalhadora

Teatro da Sul à Leste: Periferias paulistanas têm espetáculos que discutem raça, gênero, sexualidade e vida da classe trabalhadora

Thiago Borges

Thiago Borges

Confira a programação com peças em cartaz do Grajaú a Perus, que também dialogam com universo infantojuvenil

Extremo Sul

Eu, Atlântica

Na peça, uma mulher acorda com poucas memórias em uma ilha no meio do oceano Atlântico. As poucas lembranças que tem de quando estava viva ela vai compartilhar, lembra-se que se chama Beatriz Nascimento e também fala das visitas que recebe na pequena ilha desse pós-vida. O espetáculo “Eu, Atlântica” é sobretudo uma homenagem à memória dessa importante intelectual brasileira, que abordou a vida nos quilombos e o peso do racismo em especial sobre mulheres negras.

O monólogo é realizado pelo coletivo OjuOju e estreia neste sábado (16/7), no CEU Navegantes, que fica na rua Maria Moassab Babour, no Cantinho do Céu (Grajaú, Extremo Sul de São Paulo). As apresentações seguem até o dia 24 de julho, às 19h nos sábados e 17h nos domingos.

 

Zona Sul

Circuto CITA – Entralhe Cultural

Localizado no Campo Limpo, o Espaço CITA (Cantinho de Integração de Todas as Artes) realiza uma programação que reúne diversas expressões da cultura periférica. Iniciado em abril, o Entralhe Cultural atinge o ápice com mais de uma semana de atividades – começa nesta sexta-feira (15/7) e vai até o próximo domingo (24/7), entre rodas de conversa, artes cênicas, literatura, culturas populares e artes visuais.

Você pode conferir a programação completa aqui. A Periferia em Movimento destaca algumas apresentações que vão acontecer nesse período.

No domingo (17/7), às 18h, acontece a apresentação de Kalunga Grande Entre Rios de Sangue, Corpos Negros Jogados ao Mar (foto em destaque nesta matéria), feito pelo Grupo Identidade Oculta e o Espaço Cultural Cazuá. O espetáculo. A peça investiga o caminho histórico entre a senzala e a favela, e os respectivos impactos das violências, violações e meios de “re-existência” na vida do povo negro e afroperiférico.

Já na quarta-feira (20/7), às 20h, o Coletivo Grão apresenta O Rouxinol e a Rosa. O espetáculo é acessível a pessoas cegas e surdas e, durante seu processo de construção, buscaram-se ferramentas teatrais que se comunicassem por meio da exploração de muitos sentidodos: visual, sinestésico, auditivo, olfativo e tátil. Tanto essa peça quanto Kalunga Grande acontecem próprio CITA, que fica na rua Aroldo Azevedo, 20.

E na próxima sexta-feira (22/7), às 19h, o Teatro Terreiro Encantado encena O Auto do Negrinho no Sesc Campo Limpo. Outras atividades ocorrem na sede do CITA e na praça do Campo Limpo, localizada em frente. É o caso dos shows com Salgadinho, Cólera e Thiago Elniño, entre outras.

 

Zona Leste

Bixa Pare ou ser tão de mim

Neste monólogo (foto acima), o público pode acompanhar o resultado da pesquisa cênica de um corpo bixa, atravessado pelas vivências singulares que integram o Coletivo Bixa Pare.

A peça fica em cartaz entre os dias 20 a 23 de julho, de quarta a sábado, sempre às 20h. A apresentação do dia 23 contará com tradução em libras e roda de conversa. O espetáculo acontece na Oficina Cultural Alfredo Volpi, localizada na rua Américo Salvador Novelli, 416, em Itaquera.

 

Extremo Leste

Circomuns

Na apresentação, o Circo Teatro Palombar apresenta cenas da Cidade Tiradentes. Estudantes, motoboys, artistas de rua, eletricistas e outras pessoas comuns, viram protagonistas de suas histórias na luta diária da vida ao driblar contextos desfavoráveis com sagacidade e persistência.

O espetáculo tem referências das culturas urbanas, como a pixação e o breakdance, e uma trilha sonora original composta por sons da cidade e ritmos urbanos como o hip-hop.

As apresentações acontecem ao longo do mês de julho, nos dias 16, 20, 22, 23 e 27 (sábados, quartas e sexta-feira), sempre às 19h30, no Centro Cultural Arte em Costrução. O espaço está localizado na avenida dos Metalúrgicos, 2100, na Cidade Tiradentes.

 

Zona Norte

As histórias de Benê

Nesta peça infantil (foto acima), a trupe Arlequinos & Colombinas une humor e aventura para promover o incentivo à leitura e o resgate das brincadeiras populares. O espetáculo apresenta uma trupe de circo, recheada de contos, que chega à cidade Livraria do Norte e conta a história de Benê, uma criança que não gosta de ler e tem dificuldade para se comunicar.

Benê então mergulha em um livro mágico e se depara com contos populares de tradição oral disseminados em diversas regiões do Brasil. Ela aprende que os livros e o aprendizado de novas linguagens podem ser sua ponte para o futuro e o conhecimento.

O grupo, que incorpora a Língua Brasileira de Sinais à peça, vai fazer 8 apresentações gratuitas em 6 pontos culturais de São Paulo. A estreia ocorre neste domingo (17/7), às 16h, no Casarão da Vila Guilherme, que fica na praça Oscár da Silva, 110. O espetáculo será apresentado ainda no CEU Perus (26/7, às 15h), Biblioteca Brito Broca (28/7, 14h), entre outros lugares, até dia 11 de agosto.

 

Zona Noroeste

Ato Artístico Coletivo Perus

De 15 a 17 de julho de 2022 (sexta-feira a domingo), o Grupo Pandora de Teatro e a Ocupação Artística Canhoba promovem o 8º Ato Artístico Coletivo Perus, um festival que contará com uma programação plural e diversa, totalmente dedicada ao teatro para a infância e juventude.

Realizado pelo Grupo Pandora de Teatro e a Ocupação Artística Canhoba, o festival acontece de sexta-feira a domingo (15 a 17 de julho) com diferentes manifestações artísticas focadas na infância e juventude.

No primeiro dia, às 15h30, Circo Teatro Palombar apresenta o espetáculo “Esquadrão Bombelhaço”. Já no sábado (16/7), às 11h, o Grupo Sobrevento apresenta “Pra lá de teerã”. E às 15h, acontece a apresentação de “Pequena Floresta de Maisha”, com As Tapijás (foto ao lado).

E no domingo (17/7), às 11h, o Grupo Esparrama apresenta o espetáculo “FIM?”. Às 15h, o Grupo Pandora de Teatro traz “Nina e a cidade que perdeu o vento”. E encerrando o festival, às 16h30, acontece o bate-papo “Teatro para Infância e Juventude” com Dib Carneiro Neto.

As apresentações são gratuitas, livres para todos os públicos e acontecem na Ocupação Artística Canhoba, que fica na rua Canhoba, 299, Vila Fanton.

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