Com entrega de máscaras, palhaças buscam sensibilizar público em “retomada” cultural

Com entrega de máscaras, palhaças buscam sensibilizar público em “retomada” cultural

Paula Sant'Ana

Paula Sant'Ana

Em atividade no Largo Treze (zona Sul de SP), artistas se surpreendem com negacionismo e notam emoção do público

Texto e fotos por Paula Sant’Ana

Orientação de reportagem: Gisele Brito. Edição: Thiago Borges

Vestidas de palhaço, munidas de objetos e com microfone e caixa de som, um grupo de artistas caminha e interage com o público nas ruas da região do Largo Treze de Maio, importante área comercial localizada em Santo Amaro (zona Sul de São Paulo). Durante a ação, as palhaças distribuem máscaras e folhetos explicativos sobre o Dia Internacional da Juventude, comemorado em 12 de agosto, data em que essa atividade ocorreu.

“É muito louco, porque a gente tava fazendo uma ação de entregar máscaras por conta da pandemia e muitas pessoas estavam sem a máscara”, surpreende-se Paloma Pedroso, a Palhaça Cariri, de 26 anos. “Mesmo com a nossa orientação, tem um lugar de negacionismo, sabe? De negar o que tá acontecendo.”

O evento fez parte da programação Cultura Jovem em Movimento, realizada em espaços culturais públicos pela Secretaria Municipal de Cultura (SMC) e a Secretaria Municipal de Direitos Humanos e Cidadania (SMDHC). A atividade de palhaçaria foi articulada pelo Sarau do Binho, que promoveu outras ações em bibliotecas municipais. 

“O público esperado é o que circula no entorno das bibliotecas: pessoas que estão a caminho do trabalho, de casa, da escola e de outros compromissos diários que podem se deparar com uma arte no meio do caminho”, comenta Suzi Soares, uma das organizadoras do Sarau do Binho.

As jovens artistas circenses circularam nos arredores da Biblioteca Municipal Belmonte, que reabre nesta segunda-feira (23/8) como parte da retomada de espaços culturais após um longo período de interrupção por conta da pandemia. Desde 1º de agosto, o Plano São Paulo permite que atividades artísticas aconteçam entre 6h da manhã e meia-noite, seguindo protocolos sanitários e sem aglomeração.

Segundo a Palhaça Sola, Giovanna Paixão, 24, apesar do medo as pessoas demonstram a emoção do contato com a arte. “Eu sinto que, de alguma forma e independente de tudo, as pessoas ainda vibram em prol dessa alegria de brincar”.

*Paula Sant’Ana é participante do “Repórter da Quebrada – Uma morada jornalística de experimentações”, programa de residência em jornalismo da quebrada realizado pela Periferia em Movimento por meio da política pública Fomento à Cultura da Periferia de São Paulo

Colaboração

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