Informação é a vacina para combater notícias falsas sobre imunização contra covid-19

Informação é a vacina para combater notícias falsas sobre imunização contra covid-19

Aline Rodrigues

Aline Rodrigues

1 ano depois, fake news sobre vacinação ainda chegam a todo momento nos celulares de pessoas que vivem em periferias. Saiba como se prevenir e o que fazer!

Em outubro do ano passado, Maria de Lourdes Marques Alves tratava de infecção por covid-19 quando recebeu a notícia falsa sobre “vacinas que transmitem HIV, o vírus da Aids”. A mentira foi espalhada a partir da fala do próprio Presidente da República, Jair Bolsonaro, e chegou até a moradora da Vila Progresso (zona Leste de São Paulo). 

Não foi a única fake news que Maria recebeu. “Tentaram me fazer acreditar, mas essas notícias eu não acredito”, diz ela, que diz ter se infectado por descuido e já está vacinada inclusive com a dose de reforço.

Fernanda Chaves Holanda também já recebeu fake news, mas “eu não lia as notícias que me mandavam, só via na TV”, conta a moradora do Jardim Norma, em Itaquera. Para ela, as notícias falsas que vão contra a vacina são um problema porque “fazem as pessoas não quererem tomar a vacina, comprometendo a imunização em massa”.

Fernanda acrescenta que, quando recebe notícias falsas, costuma indicar para quem as enviou para que pesquise antes de compartilhar com outras pessoas. Ela, que teve covid-19 em abril de 2021, sabe bem da importância dos cuidados com a informação.

Um caso diferente é do Rodrigo Leonel Tonche, morador da Vila Carolina (zona Norte da cidade), que não recebeu nenhuma fake news nem teve contato com a doença, mas se preocupa com os impactos que uma notícia falsa podem causar nas demais pessoas. “Muitas pessoas podem desistir de tomar a vacina”, alerta.

Por que as fake news existem?

São inúmeras as chamadas fake news que circulam diariamente na internet e fora dela, e seguem em crescimento em ano de eleição. Quem cria esses conteúdos geralmente tem o objetivo de influenciar e convencer as pessoas que é fato algo que na verdade foi inventado. A desinformação sobre o assunto é a brecha para isso.

Assuntos sobre a vacinação contra covid- 19 são um grande exemplo, já que não existe uma campanha nacional de vacinação que organiza e distribui as informações amplamente no País. 

Mesmo sendo aplicada na população brasileira há mais de um ano, desde janeiro de 2021, a vacina ainda é alvo de muita informação incorreta passada adiante. Consequência: apesar de ser tão aguardada nesta pandemia, a resistência diante da possibilidade de ser vacinade ainda é um problema real que preocupa profissionais da saúde. 

As pessoas seguem morrendo de covid-19. No dia 01 de março, foram registradas 81 mortes no estado de São Paulo, sendo 160 a média móvel (média diária de óbitos registrados nos últimos 7 dias), de acordo com o consórcio de veículos de imprensa a partir de dados das secretarias estaduais de saúde.

Por outro lado, o número de pessoas com 5 anos de idade ou mais que receberam a primeira dose chegou a 98,55% no dia 2 de março, no Estado de São Paulo. Com o ciclo vacinal completo, são 88,07% da população. As crianças chegaram a 67,65% com primeira dose e 9,24% com as 2 doses garantidas. Estão imunes à covid-19 e às fake news.

Arte: Rafael Cristiano

Complete o ciclo vacinal

Para quem já tomou pelo menos uma dose, fique atente aos intervalos entre uma dose e outra e não esqueça de levar o comprovante de vacinação para tomar a segunda e a terceira doses para que profissionais da saúde verifiquem qual vacina foi aplicada na primeira vez. O Ministério da Saúde alerta sobre a importância de completar o ciclo vacinal para evitar casos graves da doença.

Para quem ainda não iniciou seu ciclo de vacinas, compareça à UBS mais próxima da sua casa com um documento de identificação (RG ou CPF) para iniciar sua imunização. Tire as dúvidas no site https://www.vacinaja.sp.gov.br/

Nunca é demais lembrar: o uso da máscara e a higienização das mãos continuam sendo fundamentais, inclusive a pessoas vacinadas, para não transmitir o vírus.

Esta matéria foi produzida por participantes do curso e mentoria de Jornalismo Periférico realizado em 2021 pela Periferia em Movimento e Desenrola e Não Me Enrola, em parceria com o Espaço Alana (Instituto Alana) e o Galpão ZL (Fundação Tide Setubal). 

Coordenação, facilitação e mentoria: Aline Rodrigues e Ronaldo Matos
Facilitação e mentoria: Monique Caroline e Vitori Jumapili
Repórteres: Bryan Rafael, Gabriele Cristina de Oliveira,  Natalia de Oliveira e Riam de Oliveira 

Colaboração

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