Eleições 2026: o que cada cargo decide e por que isso importa na quebrada

Eleições 2026: o que cada cargo decide e por que isso importa na quebrada

Do voto às políticas públicas, entenda como as escolhas nas urnas afetam a vida nas periferias

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Tempo de leitura: 8 minutos

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Em 2026, as eleições acontecem no dia 4 de outubro e o Brasil vai decidir quem vai mandar no dinheiro público, quais políticas públicas saem do papel e quais problemas da quebrada poderão ser solucionados na prática.

As decisões políticas não chegam de forma igual em toda a cidade. Periferias historicamente costumam sentir primeiro os cortes, atrasos e ausências de políticas públicas que afetam desde a segurança pública à falta de água no território.

A Periferia em Movimento preparou um guia de perguntas e respostas para você votar consciente nas eleições e entender como o poder fica dividido entre os cargos eletivos.

Quais cargos serão eleitos em 2026?

Os cargos escolhidos pelos eleitores em 2026 serão, em ordem, na urna:

– deputado federal (4 dígitos);
– deputado estadual (5 dígitos);
– dois votos para senador (3 dígitos);
– governador e seu vice-governador (2 dígitos);
– Presidente da República e seu vice-Presidente (2 dígitos).

O que presidente, governador e parlamentares fazem na prática?

É importante mencionar que quando falta verba ou é se dá prioridade para uma região ou ideologia, bairros periféricos costumam ser os últimos da fila a receberem atenção.

A Periferia em Movimento já mostrou como a priorização do orçamento pode afetar políticas periféricas.

Câmara, senado, congresso, o que são?

O Congresso Nacional é o nome do conjunto de parlamentares que fazem as leis do país. Ele reúne duas casas diferentes, com funções parecidas, mas papéis distintos: a Câmara dos Deputados e o Senado Federal. Quando se fala que “o Congresso decidiu” algo, isso significa que essas duas casas participaram do processo.

Dito isso, há uma ‘regra’: projetos podem começar tanto na Câmara quanto no Senado.

– Quando começa na Câmara: Senado revisa;
– Quando começa no Senado: Câmara revisa.

A Câmara dos Deputados é formada por deputados federais eleitos pela população de cada estado de forma proporcional estados com mais habitantes elegem mais deputados. Em tese, ela representa o povo.

É ali que a maioria dos projetos começa a tramitar (alguns, como o orçamento federal, devem obrigatoriamente começar na Câmara), onde o debate acontece e onde se decide, por exemplo, como o orçamento federal será distribuído. São 513 deputados no total:

O Senado Federal representa os estados da federação, com 3 senadores por estado, independentemente do tamanho da população, sendo 81 no total.

O Senado também propõe e vota leis federais. Além disso, tem competências exclusivas como aprovar ministros do Supremo Tribunal Federal (STF), embaixadores, presidentes de agências reguladoras e julgar o presidente em crimes de responsabilidade.

Quem decide o quê nas políticas públicas?

Nenhuma política pública é decidida por uma pessoa ou um cargo só, mas cada cargo controla partes diferentes do processo, principalmente quando se fala em orçamento, execução e fiscalização.

A presidência da república e o Congresso, por exemplo, decidem as diretrizes nacionais e o dinheiro federal.

Governadores decidem como essas políticas chegam ao estado. Deputados estaduais e federais aprovam leis e orçamentos.

Senadores também têm poder legislativo pleno para aprovação de leis em conjunto com a Câmara e têm competências exclusivas de fiscalização e aprovação de autoridades.

O caminho das decisões das políticas públicas de todo o país passa, respectivamente e em resumo, por: decisão, orçamento, execução e a chegada (ou não) aos territórios. A obra que não sai, o posto de saúde que não abre ou a medicação que falta, e a escola sem manutenção passa obrigatoriamente por esse processo político.

Onde pesquisar o que meu candidato fez?

O histórico importa mais do que a promessa de campanha. Dessa forma, podem ser observados três pontos: como o candidato atua de forma institucional (ou seja, o que foi feito dentro desse cargo ocupado), como são usados os recursos públicos e seus posicionamentos formais.

Para deputados, é possível ver na página da lista de deputados da câmara, quem são e o que estão fazendo no período em que foram eleitos. O senado também disponibiliza uma lista de senadores com suas ações no cargo.

No estado de São Paulo, a Assembleia Legislativa também lista os deputados por área de atuação, destacando sua base eleitoral.

Para governador e presidente é importante acompanhar as decisões formais e o uso do dinheiro público. Ferramentas úteis incluem:

Portal da Transparência (federal e estadual), onde mostram como o dinheiro público está sendo gasto;
Diário Oficial, onde são publicados decretos, nomeações e decisões oficiais;
– E sites do Congresso e Assembleias também mostram projetos enviados pelo executivo e como foram votados.

Também é importante acompanhar a fiscalização feita por órgãos técnicos como o Tribunal de Contas da União (TCU), Tribunal de Contas do Estado e o Ministério Público. Por esses meios, é possível comparar o que foi prometido durante a campanha, como os programas que receberam verbas e as ações que foram (ou não) implementadas.

Isso importa especialmente para quem mora na periferia. Em 2026, os territórios periféricos podem estar no centro da discussão de política no país. Por isso, o histórico de um candidato mostra quem defendeu políticas públicas universais, quem priorizou determinados territórios, quem concentrou recursos e quem constrói discursos hostis contra pessoas periféricas.

Qual é o meu local de votação?

O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) disponibilizou o autoatendimento eleitoral. Lá, você pode encontrar onde votar, imprimir um PDF do seu título eleitoral e consultar o número do título de eleitor. Entre outros serviços para você votar tranquilamente.

Além disso, o aplicativo e-título, disponível para Android e iOS, faz o mesmo serviço direto no seu celular.
Mas atenção: o e-Título substitui o título de papel em algumas situações, mas há exceções:

– Primeiro voto (precisa do papel);
– Se o aplicativo não tiver a foto biométrica;
– Se houver problemas técnicos.

As urnas eletrônicas são seguras?

Isso é um ponto sem discussão. Existem diversos processos que asseguram a integridade das urnas eletrônicas. O Teste Público de Segurança dos Sistemas Eleitorais é um deles, fazendo parte do calendário da justiça eleitoral e regulamentado pelo TSE.

Para as eleições desse ano, o teste público foi feito do dia 1 ao 5 de dezembro de 2025.

Para se inscrever, é necessário se atentar ao calendário de testes públicos e ficar de olho no edital. Quaisquer cidadãs e cidadãos brasileiros maiores de 18 anos podem se inscrever.

Além disso, há inspeções dos códigos-fonte realizadas dentro desse calendário, consulte aqui as realizadas para as eleições de 2026.

A desinformação eleitoral costuma circular com mais força em áreas com menos acesso à informação, 89% de moradores da periferia no Brasil já sofreram com notícias falsas. Por isso, é importante verificar sempre a origem e a confiabilidade da informação.

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