Com distanciamento social, Marcha das Mulheres Negras ocupa redes e ruas neste 25 de julho

Com distanciamento social, Marcha das Mulheres Negras ocupa redes e ruas neste 25 de julho

Periferia em Movimento

Periferia em Movimento

Pelo quinto ano seguido, movimento apresenta reivindicações

Pelo quinto ano seguido, mulheres negras do Estado de São Paulo apresentam suas reivindicações para toda a sociedade com um alerta para o projeto genocida em todas as esferas de governo e enfatizam sua visão de mundo com base no Bem Viver. Mas, se nos anos anteriores, milhares de pessoas marchavam nas ruas da capital paulista, no 2020 da pandemia a ocupação é nas redes.

Com o mote “Nem cárcere, nem tiro, nem Covid: corpos negros vivos! Mulheres negras e indígenas! Por nós, por todas nós, pelo bem viver!”, a Marcha de Mulheres Negras de São Paulo vai apresentar uma programação on-line, com intervenções de rua que serão transmitidas ao vivo neste sábado, dia 25 de julho – em que se celebra o Dia Internacional da Mulher Negra Latino-americana e Caribenha e Dia Nacional de Teresa de Benguela.

Para acompanhar a manifestação na internet a partir das 16h de sábado, clique para acessar o facebook, o instagram ou o youtube da Marcha.

Como parte da programação do Julho das Pretas e “aquecimento” para a Marcha, o coletivo tem feito publicações e debates em suas redes sociais. No último dia 21 de julho, foi transmitido e debatido o documentário “Eu quero ouvir Maria – Relatos de uma Maternidade Solo”. Veja como foi:

“Erguemos nossas vozes contra o encarceramento em massa, o capacitismo, a lesbofobia, a transfobia, a intolerância religiosa, a xenofobia, o etarismo e em defesa de todas as Mulheres Negras, onde quer que elas estejam. Resgatamos nossa aliança de parentesco com as indígenas e marchamos pela construção de um novo marco civilizatório, no qual todas as mulheres negras possam viver com dignidade, alegria e prazer”, ressalta trecho do manifesto lançado pelo coletivo.

Programação

A programação na internet começa a ser transmitida às 14h, com uma live de abertura conduzida por ialorixás, saudando a ancestralidade. Em seguida, às 15h, será exibida programação infantil. Durante a Marchinha, as crianças vão assistir a contação de histórias, oficinas de bonecas abayomi, oficinas de confecção de instrumentos africanos e indígenas, e apresentação da palhaça Pururuca.

Mais de 300 mulheres formam o bloco afro Ilú Obá de Min. (Foto: Thiago Borges / Periferia em Movimento)
Mais de 300 mulheres formam o bloco afro Ilú Obá de Min. (Foto: Thiago Borges / Periferia em Movimento)

– Às 16h, o bloco afro Ilú Obá de Min promove uma aula-espetáculo apresentando toques de ritmos afrodiaspóricos usados em sua bateria.

– Às 17h30, acontece a live “Marcha das Mulheres Negras 5 anos: perspectivas de futuro pós-covid”, produzida em parceria com o Sesc Itaquera, que vai relembrar a histórica marcha de 2015, na qual 50 mil mulheres negras se manifestaram em Brasília; analisar a conjuntura social e política, além de pontuar os anseios para o pós-pandemia.

– Às 19h, poetas negras cis e trans promovem um sarau literário e uma femenagem póstuma a Tula Pilar e Helena Nogueira.

– Às 20h, será realizada a live “Genocídio, Feminicídio, encarceramento e outras formas de nos matar”, que vai debater os temas presentes no mote deste ano.

– E Luana Hansen e Samba Negras em Marcha encerram a programação, a partir das 21h30.

Luana Hansen

Além da programação virtual, mulheres negras farão intervenções de rua pela manhã com faixas nas 5 regiões da cidade de São Paulo e em Santos, no litoral paulista. À noite, prédios receberão projeções com palavras de ordem e imagens históricas relacionadas ao combate ao racismo, ao machismo e a lesbotransfobia.

A Marcha resiste porque a luta não para. No Brasil, a pandemia escancarou as desigualdades econômicas, sociais e raciais. A crise sanitária mostrou que o racismo estrutural impõe à população negra a maior vulnerabilidade diante da covid-19, pois é esta parcela da população que segue sem acesso aos direitos básicos de saúde, saneamento, educação e moradia, particularmente, mulheres negras, pobres e trabalhadoras informais 

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1 Comentário

  1. […] Mulher negra de 35 anos, Gleice deve ficar em casa neste sábado (25/07), quando se celebra o Dia Internacional da Mulher Negra Latino-americana e Caribenha. […]

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