É mó brisa ser inseguro, né?

É mó brisa ser inseguro, né?

Periferia em Movimento

Periferia em Movimento

Por Gleyson Klein

Gleyson Klein, vulgo G.KLEIN, é artista urbano e escreveu este artigo a partir de suas reflexões sobre masculinidades na quebrada

É mó brisa ser inseguro, né? Principalmente na parte de falar seus sentimentos, desabafar, ou apenas aceitar às vezes um abraço.

Creio que boa parte seja por sequelas de estar constituído em uma sociedade onde homem tem que ser durão, o MACHO, ainda mais se vc for da quebrada, que a todo momento tem que estar pronto para algumas situações, pois ninguém quer ser TIRADO, ou taxado de MLK, tem que ser sujeito HOMEM, pois é…

São termos assim que são colocados a todos os momentos, entretanto mesmo alguns homens que já estavam se libertando desse pensamento arcaico, ignorante, tradicionalista do machismo estrutural em nossa sociedade.

Tá ligado? Umas idéias tão frágil e tóxicas, onde não se pergunta como estão seus próprios sentimentos, seus pensamentos, e assim resultando em pessoas que mesmo sabendo que algumas atitudes poderiam ser evitadas, infelizmente acabam cedendo. “Parece um ciclo vicioso”, no qual só machuca muito NOIX MEMU e está na hora acabar.

Reflito que aqui na quebrada muitas vezes não chega nem o esgoto básico, já pensou profissionais dessa área da psicologia, especialista em saúde mental, rodas de debate entre outras.

Já pensou quantas vezes os manos da quebrada já foi em uma clínica, mano é tabu até mesmo falar sobre preservativos.

Eu só cheguei a pensar nisso porque tive acesso a um ensino superior e pá.

E sei ainda estar enraizada uma sensação de desconfiança, e mó fita isso, não conseguir dizer o que sente, sentir confiança ou apenas falar como você realmente se sente.

Sei lá, apenas uma pequena linha de questionamentos que ando refletindo.

No resumo das ideias, aí mano, bora fazer uma terapia, consulte um profissional da área, diga o que vc sente.

Não precisamos ser essa PEDRA BRUTA (Aliás, eu mesmo estou tentando ser mais eu).

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