Festival Perifericu: maratona de filmes e cultura periférica no Jardim Ibirapuera

Festival Perifericu: maratona de filmes e cultura periférica no Jardim Ibirapuera

Realizado pela Maloka Filmes, evento promove atividades em escolas, espaços culturais e ruas de quebrada na Zona Sul paulistana

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Tempo de leitura: 4 minutos

Quantos festivais de cinema acontecem na quebrada? Quantos são pensados por quem mora nela? E quantos entendem que cinema, funk, samba, ballroom, maracatu, slam, resenha, memória e território não são coisas separadas?

Dessa inquietação nasce o PERIFERICU – Festival Internacional de Cinema e Cultura da Quebrada, realizado pela produtora Maloka Filmes, composta por três jovens LGBT+ de periferias.

Depois de sua primeira edição realizada em 2022, o festival volta ao Jardim Ibirapuera, na Zona Sul de São Paulo. Entre terça e domingo (1 a 6/9), o evento ocupa escolas, equipamentos culturais e as ruas com uma programação gratuita que mistura cinema e diferentes formas de produzir.

A maior parte das atividades acontece a partir das 18h na sede do Bloco do Beco, localizada na rua Bento Barroso Pereira, 288, no Jardim Ibirapuera.

Esta segunda edição reúne 34 curtas-metragens realizados por pessoas LGBTQIAPN+ das periferias, vindos de todas as regiões do Brasil e também de Cuba. A seleção é formada majoritariamente por pessoas realizadoras pretas e indígenas, e quase metade dos filmes são dirigidos por pessoas trans, travestis e não bináries.

Além dos filmes, a programação conta com Noite de Reggae, com show de Laylah Arruda e DJ NZão; competição de poesias com Slam do 13; Maracatu Baque Atitude; Roda de Samba da Velha Guarda do Bloco do Beco; Churrasco colaborativo e karaokê aberto.

Na escola e na rua

A programação também leva o cinema para dentro das escolas públicas da periferia da Zona Sul de São Paulo. A Mostra Escolar acontece em parceria com escolas do território e mobilizará mais de 800 alunos para exibições de curtas seguidas de rodas de conversa pedagógicas sobre arte, território e diversidade.

E nos dois últimos dias, o festival ganha as ruas do bairro. No sábado (5/9), a programação começa às 15h30 com uma Caminhada Histórico-Fotográfica mediada por Jenyffer Nascimento, e segue com cinema e o bate papo “Funk é Cultura”, que coloca em discussão a criminalização da arte periférica e conta com as presenças de Renata Prado, Vita Pereira e Cristina Quirino e mediação de Aline Anaya. Após a conversa, DJs e MC’s do território se apresentam.

É também no sábado que acontece uma das novidades desta edição: o Desafio Cine-Corre, uma maratona audiovisual em que grupos do território terão apenas 80 horas para realizar um curta-metragem de até três minutos.

E no domingo (6/9), a partir das 15h, o cinema continua no centro da programação com a Resenha do Cinema Periférico, um churrasco colaborativo, seguida da Sessão Especial Maloka Filmes, que exibe curtas da produtora que circularam por festivais no Brasil e no mundo.

Após a premiação, o encerramento fica por conta do sAGITO convidando a House Of Dengo, com competição ballroom na rua e DJ sets.

Ao longo da semana parte dos filmes programados também estarão disponíveis online e gratuitamente na plataforma Todesplay, ampliando o acesso à programação para além dos espaços presenciais. As atividades do festival contarão com interpretação em Libras e as obras audiovisuais contarão com recursos de acessibilidade.

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