“IRREFREÁVEL”, de MC Luanna
Neste mês de março, a cantora e compositora MC Luanna (foto de capa desta matéria) lançou “IRREFREÁVEL”, mixtape de 10 faixas que inaugura um novo capítulo em sua trajetória. O projeto apresenta uma artista mais madura, provocativa e segura de suas escolhas, em um repertório que transita entre autoafirmação, humor e crítica social.
A proposta do projeto era explorar um momento criativo mais livre. Sem seguir um conceito rígido, as músicas foram sendo construídas a partir das experiências e sentimentos da própria artista, permitindo diferentes atmosferas e narrativas ao longo do repertório.
A mixtape dialoga com referências do hip hop e da estética Black dos anos 2000, e chega acompanhada de vídeos com uma estética que remete ao momento de “volta às ruas” vivido pela artista.
Ouça aqui ou confira abaixo:
“Faço acontecer”, de Nanda Tsunami
O mais recente lançamento da artista nascida e criada na capital paulista ganha forma audiovisual por meio do projeto RADAR Brasil, do Spotify. A faixa fala de poder pessoal, proteção e alquimia. Confira abaixo:
Nanda Tsunami é a rapper do momento. Sua música P.I.T.T.Y (Parecendo uma cafetina) tem mais de 25 milhões de reproduções nas plataformas digitais e viralizou nas redes sociais ao falar de sexo e afirmação feminina.
“Vênus em Áries”, de Evylin
Considerada uma das 10 revelações do rap nacional e levantando bandeiras de representatividade negra e LGBTQIA+, Evylin lança seu primeiro álbum da carreira. O álbum tem 10 faixas e seis participações especiais, entre elas Majur e Urias.
A artista trans baseada em Salvador transita entre o dancehall, o trap, house, detroit, entre outros ritmos, com samples de músicas baianas que trazem a regionalidade criando uma sonoridade pop-rap contemporânea.
Ouça aqui ou assista abaixo:
“Mandinga”, de Ana Cacimba
A cantora, compositora e instrumentista quilombola e periférica apresenta single que parte do significado histórico da palavra associada aos amuletos de proteção usados por povos africanos para transformar esse símbolo em metáfora de resistência e força espiritual.
A canção resgata a ideia de corpo fechado não como feitiço literal, mas como a capacidade de se reerguer diante das quedas e seguir em frente com apoio da ancestralidade e da espiritualidade.
“Trama”, de MC Íra
A cantora e rapper paraense lançou em fevereiro o single que antecipa o EP “Maramba”, previsto para 2026.
Utilizando o rap como base, MC Íra mistura influências do funk e do boombap, construindo uma sonoridade urbana conectada às vivências da Amazônia periférica, e reflete sobre identidade, autoestima, ambição e construção de trajetória a partir da experiência de uma jovem mulher negra, LGBT e da periferia de Belém.
“LUXQTMS”, de Rahessa
A cantora e compositora marca o início de um novo ciclo em sua trajetória artística com uma música que combina R&B, rap e pop em uma batida envolvente e cheia de atitude dançante. Lançado neste ano, o clipe mostra em um passeio pela cidade e é um convite à celebração.
“Ela Vem DeLá”, de Chai Odisseiana
Em outubro do ano passado, a artista, poeta e MC de Franco da Rocha (SP) celebra a força, a memória e a ancestralidade das mulheres negras periféricas, unindo poesia falada, rap e ritmos afro-brasileiros.
Chai Odisseiana é Integrante do grupo Odisseia das Flores e atua há mais de 17 anos na cena do Hip Hop, com trabalhos que cruzam música, literatura, produção cultural e arte-educação.


