O que você assiste na internet?

A Periferia em Movimento indica 03 webséries produzidos por pessoas periféricas sobre diferentes temáticas, como saúde, genocídio e a cultura ancestral que se mantém com os atabaques.

01. O atabaque
na minha vida

Entre agogôs, ganzás e atabaques, a realidade de jovens da periferia da zona sul de São Paulo impactados de modo deficitário pela falta de estrutura social, educação, saúde pública, aparelhagens de lazer entre outros, revelando como a musicalidade da percussão afro brasileira é um fio condutor e um dispositivo social frente a estas desigualdades. E é o que a a websérie “O atabaque na minha vida” aborda com parte integrante das atividades do projeto Omodé, que foi contemplado pelo Programa VAI 2018.

O conteúdo da obra traz a relação de jovens comuns da periferia da cidade com o instrumento brasileiro, símbolo do diáspora africana, inseridos nos assuntos permeados nos ambientes de suas moradias, escolas, trabalhos etc. Os episódios abordam essa relação com a música e a religiosidade indo além ao abordar assuntos como ancestralidade, racismo, homofobia, espiritualidade, machismo, homofobia, educação, adoção, matriarcado etc.

02. Gueto Dub Lab

O projeto “Gueto Dub Lab – (re)existindo nos extremos” é uma iniciativa organizada entre quatro coletivos: Banda Unidade, 3em1 Gueto Sounds, Quilha Filmes e 1ºAndar Studio & Produções. Por meio do registro audiovisual, a equipe produziu 04 episódios que discutem por meio do reggae o Genocídio da população jovem periférica nas suas mais variadas facetas – nas perspectivas da violência urbana, do racismo institucional, da redução de danos e do feminicídio.

Cada episódio tem um tema a ser abordado com cantoras/es convidadas/os para compor uma canção/letra, que foi construída a partir de composições de instrumentais feitas pela Banda Unidade e gravada no 1°Andar Studio & Produções. O projeto teve apoio do Edital de fomento ao Reggae da Secretaria Municipal de Cultural de São Paulo.

03. Saúde no Rolê

Nos últimos 10 anos, o número de adolescentes grávidas no Brasil diminuiu, mas ainda assim nós somos o país com a maior taxa de adolescentes grávidas na América Latina. De acordo com o Ministério da Saúde, 18% dos adolescentes brasileiros entre 12 e 17 anos já experimentaram cigarro que, relacionado à doenças cardiovasculares, é a principal causa de morte no mundo. E em 2017, 55% dos adolescentes acompanhados pelo SUS disseram se alimentar mal, comendo coisas como macarrão instantâneo, salgadinhos e biscoitos. Nos últimos 10 anos, a obesidade aumentou 110% entre os adolescentes no Brasil.

Questões como essas são temas da série “Saúde no Rolê”, que integra o Programa Adolescente Saudável na organização Plan Internacional. O objetivo do projeto é contribuir para melhorar a saúde e a igualdade de gênero entre crianças, adolescentes e jovens de 10 a 24 anos de idade com o apoio da própria comunidade local. No Brasil, o programa atende jovens dos bairros Capão Redondo e Grajaú, na Zona Sul de São Paulo.

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