Um ano após PMs matarem pixadores, amigos e familiares protestam contra impunidade

Na noite de 31 de julho de 2014, uma quinta-feira, o marmorista Alex Dalla Vechia, 32 anos, e o montador Ailton dos Santos, 33, conhecidos entre os pixadores de São Paulo como “Jets” e “Anormal”, foram mortos pela Polícia Militar após entrarem no edifício Windsor, localizado na avenida Paes de Barros, no bairro da Mooca, zona leste de São Paulo, para tentar pixar o topo do prédio.

Um ano depois, familiares e amigos dos dois pixadores realizam nesta quinta-feira (30 de julho) um ato para relembrar o assassinato de ambos e protestar contra a impunidade dos PMs envolvidos. A concentração ocorre às 18h em frente à Galeria Olido, no Centro, um tradicional ponto de encontro de pixadores de toda a cidade. Mais informações aqui.

Após a PM afirmar que os dois entraram no prédio para roubar, o site Ponte Jornalismo teve acesso a documentos secretos da investigação que apontam que eles foram executados.

Dois policiais militares que estiveram no prédio onde os dois pichadores foram mortos afirmaram à Corregedoria (órgão fiscalizador) da Polícia Militar e ao DHPP (departamento de homicídios), da Polícia Civil, que viram dois rapazes, “ainda vivos e rendidos”, antes do suposto tiroteio alegado pelos quatro PMs.

Vechia e Santos foram mortos, cada um com três tiros no peito, por PMs da Força Tática (suposto grupo especial de cada batalhão da Polícia Militar) do 21º Batalhão.

“É revoltante que os policiais militares supracitados tenham sido soltos para responder aos processos militar e criminal nos quais constam como réus em liberdade, e mais revoltante ainda que tenham o cinismo de darem uma entrevista na qual se declaram “vítimas”, o que no mínimo ofende a memória das vítimas e certamente afronta amigos e familiares”, apontam os familiares, em comunicado no evento que convoca o ato