Saberes da Natureza: “O meio ambiente é a coisa mais sagrada que a gente tem” No segundo episódio da série, trazemos as palavras de Mãe Beth de Oxum, que aborda a importância do meio ambiente na perspectiva da religiosidade do Candomblé e da ancestralidade

Nascida e criada no bairro de Guadalupe, em Olinda (município colado no Recife), Mãe Beth de Oxum é a ialorixá de um terreiro de Candomblé. E, como é de costume da matriz africana, nesse mesmo lugar se encontram suas outras ações.

O Ponto de Cultura Coco de Umbigada, que ela coordena, agrega ações de mídia livre com um estúdio e uma rádio comunitária, um laboratório de tecnologias livres e de inovação cidadã, e um restaurante. Por aqui, há 20 anos Mãe Beth realiza também a já tradicional Sambada de Coco de Guadalupe.

E faz política para manter sua ancestralidade, que tá intrinsecamente ligada à preservação ambiental. “Sem folha não tem fundamento, não tem orixá”, diz ela, lembrando que as divindades das religiões de matrizes africanas são seres da natureza. “A água dentro do capital é tida como uma mercadoria (…) e quando a água acabar?”.

Confira!

Escambos Periféricos

Com apoio da agência Purpose no âmbito do projeto “Clima e Territórios”, o Periferia em Movimento realiza mais um escambo periférico. Dessa vez, pretendemos investigar como o meio ambiente – e os ataques a sua preservação – influenciam na manutenção de culturas tradicionais nas periferias. E estamos fazendo isso na região de Grajaú e Parelheiros (Extremo Sul de São Paulo), onde a gente atua, e em diferentes comunidades do Recife e Olinda, em Pernambuco (com apoio dos coletivos Favela News e Caranguejo Uçá), de onde inclusive muitas e muitos dos que vivem em nossas quebradas vieram. Clique aqui e acompanhe!