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“Resistência também é não aceitar a forma de pensar que nos é imposta”, diz integrante do Periferia Invisível

Morador de 20 anos de idade de São Miguel Paulista, zona leste de São Paulo, Gustavo Soares diz que é bem comum no bairro pessoas serem assaltadas e violentadas na rua, principalmente à noite, em locais com pouca iluminação. “Geralmente são abordadas por dois ou três assaltantes, que levam seus pertences e em alguns casos são agredidos. Além dessas ocorrências, também é comum violência por motivos de drogas”, diz ele.

Mas Gustavo acredita que é possível transformar a realidade das periferias por meio da arte e da cultura. Ele é um dos integrantes da Associação Periferia Invisível, que oferece oficinas gratuitas de dança, teatro, música, circo e diversas atividades e eventos.

“Buscamos enquanto coletivo gerar a transformação através da conscientização dos jovens para novas formas de pensar e de interagir com o mundo e sobretudo com o local onde vivem”, explica Gustavo.

“Resistência também é não aceitar a forma de pensar que nos é imposta e buscar fazer a diferença com ações pequenas, mas que podem ser amplificadas e multiplicadas por outras pessoas, como um eco ou uma corrente que se espalha pela cidade”, completa.

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