Repórter da Quebrada: participe do projeto do Periferia em Movimento Você pode colaborar na produção de nossas reportagens e indicar interesse em participar de cursos e oficinas que vamos oferecer. Saiba mais!

Em 2017, o Periferia em Movimento inicia uma nova edição do projeto “Repórter da Quebrada – Jornalismo e Direitos Humanos conectando o Extremo Sul” (confira aqui como foi a primeira edição).

Conquistamos reconhecimento, fincamos raízes, construímos identidades. Mas a luta não acabou. Enquanto assistimos ao avanço do fascismo e a retrocessos sociais e políticos, a marcha fúnebre prossegue. Nem nossas dores nem alegrias saem no jornal. A periferia continua à margem da mídia. Não somos representados pela mídia hegemônica e nem pela dita “alternativa”, que falam a partir do centro, com uma visão eurocêntrica, patriarcal, e legitima ou se omite diante da continuidade da violação de nossos direitos.

Por isso, com o apoio de profissionais da mídia livre, artistas e militantes, o coletivo de comunicação Periferia em Movimento busca reforçar narrativas de dentro pra dentro, a partir do Extremo Sul da cidade de São Paulo. Com a segunda edição do projeto “Repórter da Quebrada”, vamos atuar por meio da produção de conteúdos em diferentes linguagens e dar visibilidade a quem está na frente de luta pela garantia de direitos.

Também realizaremos 60h de oficinas em diferentes escolas com estudantes e educadoras/es, além de um curso de 50h para adolescentes, pretendemos refletir e retratar as lutas pela garantia de direitos na região Extremo Sul – principalmente contra o racismo e o genocídio, o machismo e a LGBTfobia, o direito à cidade e a valorização de manifestações culturais e identidades nas nossas quebradas.

Por isso, contamos com sua participação nesse processo:

  • Você pode sugerir temas de reportagem, pessoas que podem falar sobre isso e como devemos abordar.
  • Você também pode indicar interesse em participar de algum curso ou oficina que vamos oferecer.

Para isso, pedimos que você responda ao formulário abaixo. Além da suas sugestões, nas páginas seguintes também temos uma rápida pesquisa de opinião para saber os meios de comunicação que você usa para se informação e o que você do trampo do Periferia em Movimento. Participe!

Por que participar?

Boa parte da estrutura e verba para produção de conteúdo informativo no Brasil está nas mãos de poucas famílias, que por sua vez controlam quais são os assuntos e as vozes que merecem destaque em seus veículos de comunicação. Saiba mais sobre isso aqui. Mas isso está mudando. O avanço da internet e o surgimento de novas tecnologias permitem que mais brasileiros tenham acesso a conteúdos e ferramentas antes restritos e, com isso, a uma diversidade maior de narrativas e opiniões.

Lembramos aqui do ano de 2016, que não foi fácil mas propiciou uma série de rupturas. No Periferia em Movimento seguimos avançando com outros coletivos e mídias livres para combater esse oligopólio.

Produzimos mais de 60 reportagens e artigos próprios, mais de 20 vídeos, além de publicarmos mais de 400 notas diárias, buscando dar visibilidade a quem está na frente de luta pela garantia de direitos nas quebradas – principalmente aqui no Extremo Sul de São Paulo, onde nascemos, atuamos e estamos articulados. Com isso, chegamos a uma média de 120 mil pessoas por mês em nossos canais – site, redes sociais e Youtube. Isso significa um crescimento de 200% em um ano.

Ainda é pouco, certo? Por isso apostamos na democratização da mídia na prática, promovendo cursos, oficinas, palestras e vivências sobre periferias, comunicação e direitos humanos. Ao todo, foram mais de 350 horas (100 horas a mais que em 2015) de encontros de aprendizagem em diferentes lugares de São Paulo e até em Salvador (durante o I Encontro Baiano de Mídia Livre) com envolvimento direto de mais de 500 pessoas de todas as idades (especialmente adolescentes estudantes de escolas públicas), que discutiram e produziram conteúdos próprios, além de palestras e debates acompanhados por mais de 200 pessoas.

Continuamos articulados com coletivos e movimentos do Extremo Sul da cidade e também de outras pontas, em fóruns e redes diversos. Especificamente, neste ano contribuímos com a produção de conteúdo para o Portal da Juventude entre abril e agosto, criamos uma grupo de mídias e economia solidária com outros grupos do Grajaú e lançamos com mais de 10 mídias livres e 100 profissionais de comunicação das quebradas a Rede Jornalistas das Periferias, com objetivo de fortalecer as narrativas que esses grupos estabelecem na direção contrária da mídia hegemônica.

Em 2017, continuamos com os desafios de facilitar o acesso à informação pelos moradores das quebradas, furar as nossas próprias bolhas, contribuir para o fortalecimento das lutas diárias do nosso povo e, ao mesmo tempo, garantir recursos para manter todo esse trabalho.