Foto em destaque: Agência Brasil

Marcos Paulo Oliveira dos Santos, de 16 anos; Bruno Gabriel dos Santos, 22; Eduardo Silva, 21; Denys Henrique Quirino da Silva, 16; Mateus dos Santos Costa, 23; Dennys Guilherme dos Santos Franco, 16; Gustavo Cruz Xavier, 14; Gabriel Rogério de Moraes, 20; e Luara Victoria de Oliveira, 18.

Nesta quarta-feira (1/12), completam-se 2 anos que essas jovens vidas foram ceifadas pelo Estado de São Paulo. Naquela madrugada de 2019, os garotos e a menina participavam do Baile da DZ7, conhecido pancadão que acontece em Paraisópolis (zona Sul paulistana), quando a multidão foi surpreendida por uma ação violenta do 16º Batalhão da Polícia Militar do Estado de São Paulo (PMESP).

Familiares das vítimas prepararam uma agenda de atividades. A partir das 13h, com concentração no Vale do Anhangabaú, acontece uma caminhada e panfletagem pelo centro com a participação de movimentos sociais.

Na sequência, às 16h, o Padre Julio Lancelotti celebra uma missa na Catedral da Sé em homenagem a 9 jovens que morreram. Familiares pedem que participantes compareçam às atividades com roupas pretas.

Em junho deste ano, 9 PMs foram indiciados por homicídio culposo, quando não há intenção de matar. As mortes teriam acontecido acidentalmente, em decorrência de pisoteamento.

Segundo as famílias, policiais trouxeram uma série de inverdades em suas justificativas e que testemunhas corroboram a narrativa dos familiares, assim como vídeos mostram que jovens não resistiram às abordagens.

A Defensoria Pública questionou e apontou intenção de matar. O Ministério Público apresentou denúncia, com a alegação de que policiais agiram por motivo torpe. Em julho, o Tribunal de Justiça de São Paulo aceitou a denúncia e tornou 12 policiais envolvidos na ação em réus.

Série de vídeos

Os panfletos contêm um QR code que direciona à série de “Paraisópolis: 3 atos, 9 vidas”, um conjunto de vídeos que apresenta os resultados de uma análise multidisciplinar sobre as mortes durante ação do 16º Batalhão da Polícia Militar do Estado de São Paulo (PMESP).

A análise foi feita pelo Centro de Antropologia e Arqueologia Forense da Universidade Federal de São Paulo (CAAF/Unifesp), o Núcleo Especializado de Infância e Juventude (NEIJ) e o Núcleo Especializado de Cidadania e Direitos Humanos (NECDH) da Defensoria Pública do Estado de São Paulo e por familiares das vítimas.

Confira abaixo:

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