Com o distanciamento social imposto pela situação de pandemia do novo coronavírus, redes e grupos de militância se articulam para continuar coletando denúncias – seja violência policial, falta d’água e outras violações de direitos – e articulando ações pela garantia de direitos, como políticas públicas pelo direito à cidade.

Confira e participe!

1. Contra a violência policial

A Rede de Proteção e Resistência ao Genocídio, que atua no combate à violência policial, criou a campanha “Fala Quebrada”. Por meio de um formulário on-line, o grupo de militantes reúne denúncias anônimas de ações policiais violentas e outros casos de desrespeito aos direitos humanos.

O formulário permite denunciar diretamente quem cometeu o ato (PM, GCM, policial civil, entre outros), além de apontar localização e imagens.

Clique aqui pra acessar o formulário.

2. Identificando violação de direitos

O Observatório dos Direitos Humanos – Salve Sul, em parceria com o Núcleo de Apoio à Pesquisa Produção e Linguagem do Ambiente Construído (NAPPLAC) da FAU/USP, está desenvolvendo um mapa colaborativo on-line para que moradores, instituições, coletivos, servidores públicos e movimentos sociais possam comunicar uma violação de direito durante a pandemia.

O mapa é alimentado por meio do formulário do Salve Sul aberto à comunidade e por reportagens divulgadas em portais de notícias. As violações são georreferenciadas nesta plataforma, podendo ser acessada por qualquer pessoa interessada.

Clique aqui pra denunciar.

Podem ser comunicadas na plataforma qualquer violação sofrida durante a atual pandemia. O objetivo é pressionar o poder público para efetivar esses direitos. Alguns exemplos são: falta de EPIs para os profissionais da saúde; dificuldades em acessar o auxílio emergencial; subnotificação de casos de covid-19; falta de atendimento no SUS; falta de atendimento dos órgãos da assistência social.

Com essas informações sistematizadas em um mapa, com fácil visualização e o apoio de outras iniciativas do território, pretende-se pressionar o poder público. Ou seja, esse mapeamento é uma ferramenta para exigir, por meio da pressão popular, a efetivação dos direitos violados.

3. Aponte problemas vividos por mulheres encarceradas

A Pastoral Carcerária Nacional busca obter informações sobre a situação das mulheres encarceradas diante da pandemia do coronavírus. São apenas algumas perguntas que irão nos ajudar a ter melhores condições para pensar e decidir juntas ações futuras em prol das mulheres encarceradas. A identidade de quem responder será mantida em anonimato. Acesse o formulário aqui.

4. Comunique a falta d’água na quebrada

Como está o acesso à água em comunidades, favelas, ocupações, cortiços e bairros periféricos no contexto da pandemia?

O Laboratório de Justiça Territorial da Universidade Federal do ABC, a Universidade de Michigan, a União dos Movimento de Moradia e a Central de Movimentos Populares estão levantando essas informações para constituir um mapa da situação e ampliar as reivindicações pela garantia do acesso emergencial à água.

Preencha aqui!

5. Sobre o uso de espaços públicos

O coletivo Metrópole 1:1, junto à ONG Sampapé, está com uma pesquisa sobre o “Acesso aos Espaços Públicos na Pandemia”. O objetivo é entender a relação das pessoas com esses espaços durante o período de isolamento na cidade de São Paulo e refletir sobre como vão se reapropriar da cidade em momentos futuros. As respostas irão ajudar a construir políticas públicas e melhorias nos espaços públicos durante e após a pandemia.

O questionário está disponível aqui. Leva em média 15 minutos para responder e as respostas podem ser enviadas até dia 24 de maio.

Conteúdo produzido com apoio do Fundo de Apoio Emergencial COVID-19, do Fundo Brasil de Direitos Humanos

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