Com cinco anos de criação cênica, o Núcleo Macabéa lança mão de histórias orais de vida de moradoras da Favela do Boqueirão, comunidade na região do Ipiranga (Zona Sul de São Paulo), para narrar os despejos de muitas localidades periféricas das grandes metrópoles brasileiras.

Em cartaz até 12 de dezembro no espaço da Cia Pessoal do Faroeste, na Luz (Centro), a peça “Epístola.40, carta (des)armada aos atiradores” se baseia numa relação estrita com os moradores da Favela do Boqueirão, que passaram por uma grande remoção e tiveram suas vidas modificadas.

O grupo buscou um resgate de memórias para compor seu novo espetáculo e narra os andamentos de uma família de migrantes nordestinos (Nazara, Judas, Macabéa, Misael e Auarã) que arranjou morada numa favela na cidade de São Paulo.

“Depois do despejo a situação piorou, uma vez que não tinham mais onde morar. O auxílio-aluguel é um valor insuficiente para que a dignidade de moradia seja garantida. Muitos moradores foram viver até na rua”, comenta o dramaturgo Rudinei Borges.

Além das histórias orais de vida de moradoras do Boqueirão colhidas pelos atores, a peça foi composta com a leitura atenta do romance de Clarice Lispector, A hora da estrela (1977), e do Primeiro Livro de Macabeus.

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