O Extremo Sul da cidade de São Paulo é extenso. E, neste sábado (09 de fevereiro), diferentes pontos desse território sediam atividades culturais voltadas para todos os gostos: tem brincadeira na rua pra relembrar os velhos tempos, exposição de arte inspirada na ancestralidade negra, indígena e periférica, além de um evento com diferentes atrações para comemorar aniversário de um coletivo que produz entrevistas para a internet.

Confira na lista que a Periferia em Movimento preparou pra você circular, conhecer e se apropriar do que é pensado e produzido nas nossas quebradas.

10h às 20h > 1ª OcupaRua no Jardim das Fontes

Em Parelheiros, distrito rural e de proteção ambiental localizado a mais de 40 quilômetros do centro de São Paulo, a primeira Casa de Cultura deve ser instalada pela Prefeitura Municipal neste ano. Mas coletivos locais não estão parados. E o projeto “Se essa rua fosse minha…”, pretende justamente resgatar a rua como um espaço para brincadeiras.

No Jardim das Fontes, bairro afastado do centrinho de Parelheiros, a rua vira palco de brincadeiras e apresentações do Teatro de Rocokoz (foto em destaque) e da Cia Os Desconhecidos, dois grupos teatrais da região.

Onde? Na Rua Benedito Felizardo – Jardim das Fontes – Parelheiros – Extremo Sul de São Paulo.

Saiba mais aqui.

Veja a chamada do Rocokoz:

 

11h às 22h > 2 anos do Café de Quebra

Criado com objetivo de apresentar personagens das periferias do Brasil, o Café de Quebra é um programa veiculado na internet que começou no Sacolão das Artes (desocupado pela Prefeitura de São Paulo) e que hoje utiliza o estúdio do Centro de Mídia M’Boi Mirim para sua realização.

São dois anos com diversas entrevistas realizadas e, para comemorar, os organizadores realizam um evento na Fábrica de Cultura do São Luiz. A programação fica por conta de Caixa D’Água Posse e do poeta Márcio Ricardo, do desfile de grifes e brechós da quebrada, comida com preço acessível, feira de empreendedores locais e um bate papo ao vivo.

Onde? Na Fábrica de Cultura do São Luiz. Rua Antônio Ramos Rosa, 651 – Jardim São Luiz – São Paulo

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Confira os vídeos do canal do Café de Quebra:

 

18h às 23h > Abertura da exposição Catingueio

Um movimento que nasce da ancestralidade negra, indígena e das quebradas. Esse é o Catingueio, criado por educandos e educadores do Cursinho Alexandre Niggaz Da Hora (um cursinho popular do Grajaú que prepara moradores das quebradas para provas de artes cênicas e visuais).

E é essa iniciativa que o artista Weslley Silva, mais conhecido como Lelo, quer apresentar nessa exposição individual em que pretende falar de afeto e identidade, e levantar denúncias sociais, como racismo e saúde mental. Com 21 anos de idade, Lelo é estudante de artes visuais, grafiteiro e aquarelista. Além de educador do cursinho, também é o idealizador do ateliê Eloparalelo.

Cursinho Niggaz prepara jovens do Grajaú para provas em artes cênicas e visuais

Catingueio deriva de “catingueira”, uma homenagem a Inácio da Catingueira, escravo que conseguiu sua liberdade com a poesia em um duelo de oito dias com acadêmico Romano da Mãe D’água; e de “mangueio”, palavra de origem Tupi que significa troca e é muito usada por artistas populares das margens.

A proposta do movimento é repensar os meios artísticos no território e enxergar arte nas pequenas atitudes e ações diárias.

Onde? No Ateliê Daki. Rua Rogério Fernandes, 20 – Jardim Reimberg – Grajaú – Extremo Sul de São Paulo.

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