(Foto: Thiago Borges / Periferia em Movimento)

#Memória2015: No ano das chacinas, nosso sangue escorreu pelas ruas e vielas

A era das chacinas.

A capital e região metropolitana de São Paulo registraram pelo menos 15 chacinas neste ano. Em Osasco, a maior da história desde o Massacre do Carandiru, foram identificados 19 mortos. Pelo menos 10 das chacinas aconteceram após a morte de agentes do Estado, como policiais e guardas civis.

Apenas na cidade de São Paulo, a Polícia Militar matou 396 pessoas, segundo a Agência Pública, em decorrência de “intervenção” durante supostos “conflitos” (como constam nos boletins de ocorrência) com adolescentes desarmados como Yago Ikeda e Lucas Custódio dos Santos, ambos com 16 anos e moradores do Grajaú, assassinados respectivamente em outubro e maio deste ano.

Em todo Brasil, mais de 50 mil pessoas morrem vítimas de homicídios anualmente, seja por falta de suporte do Estado ou exterminado pelo mesmo Estado. E os dados comprovam: a maior parte das vítimas é negra, pobre e mora nas periferias. Mas quem fica indignado?