Foto por Dicampana Foto Coletivo / Local da foto: Jardim Nakamura – Jardim Ângela (SP) 2019

A partir de 2020, o conteúdo jornalístico produzido por iniciativas de comunicação das periferias de São Paulo poderá ser acessado em pontos de grande circulação das quebradas paulistanas, conectando leitores online e offline por meio de totens digitais. Isso porque a plataforma “InfoTerritório” é uma das 30 propostas selecionadas pelo Desafio de Inovação Google News Initiative na América Latina. O anúncio foi realizado nesta segunda-feira (11 de novembro).

Concebido pelas organizações Alma Preta, Desenrola e Não Me Enrola, Historiorama, Periferia em Movimento e Preto Império, o “InfoTerritório” busca resolver problemas estruturantes de quem produz jornalismo a partir dos territórios periféricos, como a elaboração de narrativas representativas, o alcance e impacto da audiência, além da sustentabilidade financeira dos negócios.

Com a proposta, os coletivos também pretendem desenvolver uma plataforma de coleta georreferenciada de dados públicos para qualificar a produção de conteúdo relevante que serão distribuídos de forma segmentada em totens espalhados nos quatro cantos da cidade. Com a estruturação de um negócio, futuramente, a proposta é estender a plataforma a outras iniciativas jornalísticas das periferias de São Paulo e de outras localidades brasileiras.

Fortalecimento do jornalismo

Com o objetivo de acelerar a inovação no jornalismo e desenvolver novos produtos e modelos de negócio, a Google News Initiative recebeu mais de 300 inscrições de diversos projetos no Desafio de Inovação na América Latina – desde jornais centenários a nativos digitais recém-criados. Dos 30 projetos aprovados na região, 12 são do Brasil.

Além de “InfoTerritório”, outro projeto colaborativo com dez organizações (Agência Lupa, Agência Pública, Colabora, Congresso em Foco, Énois, Marco Zero Conteúdo, Nova Escola, O Eco, Ponte Jornalismo e Repórter Brasil) foi selecionado para criar um novo produto jornalístico em vídeo para atender às gerações mais jovens.

Já as iniciativas AzMina, Jota, Congresso em Foco e Abraji vão usar dados abertos governamentais na construção de novos produtos, cada um com um enfoque diferente. Aos Fatos e Jornal do Commercio vão explorar, cada um, abordagens distintas para automatizar o processo de verificação de fatos. A Piauí vai desenvolver tecnologia para minerar seu acervo em busca das histórias com melhor chance de virar séries em plataformas digitais de vídeo.

Os jornais Estadão e O Globo vão explorar novas formas de engajamento, na personalização de conteúdo e com a participação de jovens, como forma de aumentar suas bases de assinantes. E o Grupo Bandeirantes vai desenvolver uma ferramenta para acelerar o fluxo de trabalho de vídeo em redações que lidam com esse tipo de conteúdo.

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