Por Ludmila Fernandes

Com a flexibilização das medidas de distanciamento social, a população está retornando aos antigos hábitos – apesar da pandemia continuar e já ter registrado mais de 150 mil pessoas. Por isso, no meio desse processo, coletivos das periferias procuram meios de seguir a conversa sobre os cuidados em meio a tantos obstáculos.

É o caso do O Corre Coletivo, que publicou a história em quadrinhos “O Inimigo Invisível”, e do Zine Livre produzido pelo coletivo Imargem.

No HQ que pode ser folheado acima, O Corre conta a rotina de 2 irmãos periféricos em meio à pandemia e o coronavírus como adversário a vencer. O objetivo é informar e divertir ao mesmo tempo, com a estética da cultura pop. A história também pode ser conferida na versão áudio-livro. Clique abaixo:

Segundo Weslley Silva, coordenador do coletivo que atua a partir do Grajaú (Extremo Sul de São Paulo), a criação foi inspirada em outro trabalho dele e dos demais integrantes – o “Livro pra colorir repintar, repensar e recriar”, publicado para trazer reflexão durante o isolamento social. Confira aqui.

Esse processo contou com a participação de Lucas Luciano, artista multimídia autônomo e educador, em conjunto com Lucas Andrade, ilustrador e educador de biologia.

Após essa ação, vários serviços de assistência a família, crianças e adolescentes usaram como material pedagógico durante a quarentena.

“E logo se firmou uma parceria com o Sesc Interlagos para que fosse desenvolvido algo em conjunto, e então juntamos um time de peso onde cada um tem uma expertise, mas todos com um único objetivo: atingir crianças e adolescentes referente à covid-19 nas periferias usando a linguagem das artes e da educação pra isso”, explica Weslley.

Futuramente, a ideia é desdobrar a história dos personagens em outras camadas, abordando temas como violência, política e questões sociais.

Zine

Se por um lado há obras que têm como proposta informar através de histórias, existem publicações informativas que utilizam de elementos culturais. É o caso dos zines ou fanzines, formato utilizado pelo coletivo Imargem, também no Grajaú.

Estela Cunha, educadora e integrante da iniciativa, explica que o material é pensado para dialogar com o muitos moradores da periferia que não têm a oportunidade de trabalhar em casa e cumprir o distanciamento social. O material foi distribuído em 6 bairros e pode ser acessado logo abaixo.

“Tivemos uma devolutiva dos movimentos que receberam para entregar, dizendo que gostaram muito do conteúdo e da importância do zine nessa hora”, completa Estela.

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