Nesta sexta-feira (24 de agosto), estudantes de escolas estaduais e técnicas de São Paulo prometem paralisar escolas, com a organização de assembleias e debates sobre a Reforma do Ensino Médio, e ocupar as ruas com um ato contra a proposta na Avenida Paulista, às 18h.

Como o Periferia em Movimento abordou recentemente em reportagem especial sobre educação, a Reforma do Ensino Médio foi aprovada em fevereiro de 2017 e é endossada pela Base Nacional Comum Curricular (BNCC), que estabelece conteúdos mínimos que deverão ser adotados em todas as escolas do país. Após aprovar as mudanças para os Ensinos Infantil e Fundamental, o governo de Michel Temer corre para promover alterações do Ensino Médio.

Nessa proposta, o currículo é organizado por áreas de conhecimento: linguagens, matemática, ciências da natureza e ciências humanas. Apenas português e matemática são disciplinas obrigatórias nos três anos. Além disso, a carga horária será reduzida para 1.800 horas – 60% da atual. O tempo restante deve ser dedicado ao aprofundamento no itinerário formativo de escolha do estudante, inclusive com oferta de ensino à distância.

O conselheiro Cesar Callegari deixou o cargo de coordenador da comissão da BNCC por considerar que a proposta aprofunda os problemas do Ensino Médio em vez de superá-los. Segundo entidades de classe, isso abre caminho para a privatização da educação e estimula a demissão em massa de trabalhadores da área.

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