Se você colocou a troca de saberes como resolução de ano novo – ou não colocou, mas agora se ligou nessa possibilidade –, a Periferia em Movimento dá uma mão para indicar 03 possibilidades de ampliar esses conhecimentos de forma gratuita e na quebrada. Segue!

Com objetivo de proporcionar vivências ecoterapêuticas para idosas e idosos, o coletivo Germinar realiza encontros semanais às terças-feiras e quinzenais aos sábados com diferentes vivências que tratam conhecimentos sobre a natureza e a relação humana com ela. Nesta terça (04/02), às 09h, o tema é “Conhecendo os pigmentos naturais”, com mediação Nathalia Lima. Prática milenar que antecede os registros escritos, o tingimento inclui colar plantas ao tecido ou esfregar pigmentos triturados nos panos.

A proposta da atividade é abordar a história dessa prática e como encontrar na natureza ou com restos de casca de vegetais, plantas os pigmentos naturais para que possam fazer o tingimento em casa de forma simples e sustentável.

O projeto acontece com apoio do Programa VAI da Secretaria Municipal de Cultura de São Paulo e os encontros ocorrem no A Bordar Espaço Terapêutico, que fica na avenida Lourenço Cabreira, 489 – Jardim Primavera. Saiba mais aqui.

O mesmo espaço recebe inscrições neste e no próximo sábado (dias 08 e 15/02), entre 09h e 13h, para o curso “Há Manhãs: Mulheres Periféricas em Defesa de Suas Corpas”, uma formação em direitos sexuais e reprodutivos para mulheres periféricas financiado pelo Fundo Elas.

Voltado para mulheres, o curso é gratuito, inclui vale-transporte e alimentação, e tem início em 29 de fevereiro e acontece em 12 encontros semanais, também aos sábados. Para participar, é necessário levar o RG no dia da inscrição. Saiba mais aqui.

Adélia Prates

Também neste sábado, a Cia Teatral Enchendo Laje e Soltando Pipa promove a primeira roda de conversa do ano com o tema “Migrantes em São Paulo e a formação da periferia”. Como convidadas mediadoras, estão Adélia Prates e Maria Vilani. O projeto tem apoio do Programa de Fomento à Cultura da Periferia, da Secretaria Municipal de Cultura de São Paulo. A partir das 14h, no Parque Shangri-Lá, que fica na Irmã Maria Lourenço, sem número. Veja aqui.

Natural do interior paulista e com parte da adolescência vivida na Bahia, Adélia chegou ao Grajaú nos anos 1970 e atuou ativamente na luta por direitos básicos, desde educação e moradia até o combate ao machismo, sendo uma das fundadoras da Associação de Mulheres do Grajaú. Já Maria Vilani saiu de Fortaleza nos anos 1970 para criar a família na periferia de São Paulo. Se engajou nos movimentos com Adélia e, em 1990, fundou o Centro de Arte e Promoção Social – CAPS Artes Grajaú. Contamos parte de suas histórias aqui e aqui.

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