Conheça os vencedores do 9º Prêmio Jovem Jornalista Fernando Pacheco Jordão (2017) Racismo, violência contra as mulheres negras, indígenas e em situação de rua são temas de trabalhos premiados

O que se espera dos jornalistas que estão vindo por aí? Em qualquer bate-papo sobre a profissão em universidades, a frase “Crise do Jornalismo” costuma fazer parte da discussão. A crise do jornalismo no modelo corporativo é um fato que se demonstra no enxugamento de redações, no aumento de contratações ao estilo ‘freelancer’, no ritmo frenético da produção de notícias que impossibilita boa apuração e bem estar do profissional, e também na falta de representatividade nos conteúdos, que refletem as linhas editoriais criadas pelos donos da mídia tradicional no Brasil: homens brancos de famílias ricas.

A 9ª edição do Prêmio Jovem Jornalista Vladimir Herzog teve como tema: Sob a ponta do iceberg: revelando a violência contra as mulheres que ninguém vê. Os trabalhos vencedores refletem essa necessidade de renovação da mídia. São propostas de reportagens que irão falar sobre mulheres negras, indígenas, em situação de rua, que sofrem abusos e racismo, entre outras violências. Você pode conferir os vencedores no link: http://vladimirherzog.org/jovem-jornalista/anuncio-oficial-vencedores-do-9o-premio-jovem-jornalista-fernando-pacheco-jordao/

As 10 pautas vencedoras terão de julho a outubro de 2017 para produzir as matérias. No dia 31 de outubro, acontece a cerimônia de diplomação das equipes vencedoras.

O Periferia em Movimento integra a Comissão Julgadora do Prêmio Jovem Jornalista a convite do Instituto Vladimir Herzog. Essa é uma chance de reconhecer trabalhos de estudantes que estão propondo uma mudança de narrativas no jornalismo brasileiro. Acreditamos que a entrada de estudantes e professores das periferias nas Universidades tem sido essencial para essa mudança de narrativas. Assim como buscamos o reconhecimento de jornalistas que não cursaram universidades e estão no batente produzindo notícias desde cedo, fazendo a diferença em suas favelas e na sociedade em geral.