Barraca especializada em acarajé no começo de Paraisópolis

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Periferia em Movimento

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Antes vendedora de acarajé na Bahia, Teomila chegou em SP em 2012, e em 2014 abriu o Point do Acarajé.
Por Alexandre Ribeiro
Se você nasceu da ponte pra cá, certamente leu essa frase com a voz do Mano Brown e ‘mil fita’ na mente. E, realmente, poderia até ser um Mano Brown ali, escrevendo sua história, no meio da selva de concreto e aço, marcada por tanta desigualdade. Mas não. Quem manda, desmanda e escreve uma nova história com sabores e delícias diferentes das impostas por aí é a queridíssima Teomila, dona do Point do Acarajé. Mulher e negra é ela quem semeia a única coisa que resiste no meio de todo esse caos: o amor.
O Point fica na Av. Hebe Camargo, na altura do número 6, que fica exatamente de frente para o cruzamento da Rua Herbert Spencer. Cruzamento esse que, curiosamente, representa muito bem a pluralidade dos clientes, moradores e transeuntes da quebrada de Paraisópolis. Da parte direita do cruzamento, só partem carros caros, pilotados por motoristas apressados; e da parte esquerda, carros econômicos andando lentamente, com o som estralando.
Antes vendedora de acarajé na Bahia, Teomila chegou em SP em 2012, mas somente em 2014 conseguiu abrir o Point do Acarajé. No começo, ela ficava em uma esquina ali perto e, depois de investir em suas receitas e até dar miniacarajés de graça, ela expandiu a clientela e a barraca para o novo point.
A expansão tem um motivo evidente: a singularidade da receita do prato principal de Teomila: seu exaltado Acarajé. A cozinheira segue atentamente as fórmulas ancestrais de sua tia, que diz que o prato tem que ser feita de puro feijão fradinho, com a massa preparada na cebola e frita no azeite. Esses passos deixam a massa única; crocante na medida, temperada minuciosamente, e em harmonia substancial com o recheio – que se mistura no céu da boca, e dá a exata sensação de, ao invés de só estar mordendo um pedaço de acarajé, estar vivendo o lado mais belo de toda a Bahia.
De cara, aquela ideia do amor, meio vazia, pode até parecer um papo bem boroca. Mas a real é que o Point do Acarajé, antes de ser o pico do melhor acarajé de São Paulo, é uma referencia cultural para a vida. Isso porque, segundo a própria Teomila, o diferencial desse acarajé, para qualquer outro, é o amor depositado no trabalho que ela faz. E quando o amor é combustível para algo, meus amigos, aí é que ninguém pode brecar.
A barraca está aberta de terça a sexta-feira das 15h às 21h, e de sábado das 15h às 23h.
Conheça aqui o Facebook do Point do Acarajé.

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