Seja para potencializar um negócio, ter contato com outras culturas ou ampliar possibilidades de políticas públicas para as quebradas, tudo isso está ao alcance de um clique. E a Periferia em Movimento indica 3 atividades on-line e gratuitas para participar a partir desta quarta-feira (18/11). Confira abaixo.

Ideias para transformação

Na noite desta quarta-feira (18/11), o Centro de Estudos Periféricos (CEP) e a Fundação Rosa Luxemburgo fazem o debate “Propostas para as periferias”. O encontro apresenta resultados parciais da Agenda Propositiva das Periferias (clique para ler a matéria), na qual um grupo de pesquisadores que vivem em periferias urbanas escutou a população das quebradas para construir propostas em 10 temáticas: cultura, gênero, habitação, participação, transporte, educação, infâncias, violência, saúde e trabalho.

A ideia é que, por meio da troca de conhecimentos e da construção partilhada, as periferias urbanas possam encontrar soluções para os muitos problemas que existem em seus territórios.

A transmissão acontece a partir das 19h, no youtube e facebook do CEP assim como no youtube e facebook da Fundação.

Cultura ancestral

Também nesta quarta, acontecem as Oficinas de Grafismos Indígenas e Africanos. As atividades fazem parte do Projeto Pangeia Entre Elos: Palavra de Mulher, da Coletiva Tear & Poesia de Arte Têxtil Preta Nativa. Os vídeos de ambas as aulas estarão disponíveis a partir das 19h no youtube da coletiva (clique aqui). Não é preciso fazer inscrição.

Os grafismos são as formas de representação geométrica de um determinado povo, que podem representar tanto a natureza quanto a cultura de determinados povo. Alguns povos tradicionais do continente africano ou os mais de 300 povos indígenas originários do Brasil são exemplos de povos que utilizaram essas sofisticadas representações artísticas para se comunicar e guardar suas memórias.

Kuanadiki Karaka (foto divulgação)

A aula de grafismo indígena será ministrada por Kuanadiki Karaka, da etnia Karajá, e também por Antony Ribeiro dos Santos, da etnia Kaimbé. Já a oficina africana conta com a participação do professor Duchelier Mahonza Kinkani (foto em destaque), da República Democrática do Congo.

“O grafismo Karajá (Iny) representa nossa força e união. Representa também os valores e crenças tradicionais e culturais dos karajá (Iny)”, explica Kuanadiki, que é especialista na feitura de bonecas de cerâmica e militante da saúde indígena.

Empreendedorismo de impacto

E hoje também é o último dia para se inscrever na Pílula NIP. Promovido pela Articulação de Negócios de Impacto Periféricos (ANIP), o evento virtual é voltado a empreendedores que procuram potencializar suas iniciativas nas quebradas com trocas de conhecimento em um curso espaço de tempo.

Adaptado à realidade da covid-19 e considerando o cenário pós-pandemia, o evento on-line acontece em 3 dias: entre quarta e sexta que vem (25, 26 e 27/11), das 17h às 18h30. No 1º dia, o foco é a construção de rede e comunicação objetiva; no 2º, como estruturar um negócio com impacto; e no 3º e último, ocorrem mentorias com os participantes. Para se inscrever gratuitamente, acesse aqui.

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