Com informações da assessoria de imprensa. Foto em destaque: Eduardo / arquivo pessoal

A quantidade de pessoas trabalhando com entregas na capital paulista aumentou em 20% desde que a pandemia começou e, na segunda onda que iniciou em fevereiro, atingiu 35% de aumento, segundo o Sindicato dos Mensageiros Motociclistas, Ciclistas e Mototaxistas Intermunicipal do Estado de São Paulo. Os serviços de entrega, inclusive por bicicleta, tornaram-se alternativa para geração de renda em uma situação em que o coronavírus provocou efeitos sanitários, econômicos e culturais.

Neste cenário, organizações não governamentais (ONGs) desempenham papel importante em ambientes em que o governo não chega. É o caso do Instituto Aromeiazero, que utiliza a bicicleta por meio de projetos sociais para reduzir as desigualdades sociais e tem realizado projetos como Viver de Bike e a campanha Delivery Justo.

Em 2020, o instituto fez uma versão on-line do curso Viver de Bike (é possível assistir aqui) e lançou um caderno com 60 páginas voltado a quem quer empreender ou trabalhar com bicicleta. Os conteúdos do Delivery Justo também estão disponibilizados na plataforma.

Um de beneficiades foi Eduardo Cristian de Jesus Santos, jovem de 28 anos nascido em Diadema (SP), que trabalha como entregador fixo de um restaurante, mas nas horas livres faz entrega por aplicativo. Edu não parou de trabalhar, pelo contrário. Seu corre aumentou. Pela internet, conheceu a campanha Delivery Justo online.

“Além da parte mecânica, onde eu pude aprender através de vídeos a consertar minha bicicleta, as consultorias de logística fizeram muita diferença. Hoje em dia não uso mais GPS, tenho o mapa de São Paulo todo em minha cabeça. Consigo fazer minhas entregas de forma rápida e educada”, declara Edu.

Já Joaquim de Souza, 23 anos, nascido no Cambuci (centro de São Paulo) diz que conheceu o curso de mecânica de bike através de amigues do Coletivo Senoritas Courier, do qual faz parte. “Consegui me organizar financeiramente. Eu estava sempre correndo para pagar contas e hoje já consigo ter um dinheirinho sobrando”, completa.

Joaquim de Souza (foto: Aline Os)

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