Armas do crime são pistolas e revólveres nacionais, segundo estudo

Quais são as armas utilizadas nos crimes? Que características possuem? Em que crimes são apreendidas? Qual o perfil das pessoas que as portavam no momento da prisão? Estas são as perguntas respondidas pelo estudo “As armas do crime”, lançado pelo Instituto Sou da Paz que possibilita uma melhor compreensão do fenômeno da violência armada e de alguns desafios para sua redução.
“As armas do crime” é um estudo para definição de políticas públicas de segurança, uma vez que este é o principal artefato usado para o cometimento de crimes violentos. “O último estudo desta natureza foi produzido em 2006 e não trazia informações sobre a numeração das armas e antecedentes das pessoas presas por posse ou porte ilegal de arma”, afirma o Coordenador de Sistemas de Justiça e Segurança Pública do Instituto Sou da Paz, Bruno Langeani.
Com base nos dados da pesquisa “Prisões em flagrante na cidade de São Paulo”, divulgada pelo Instituto Sou da Paz em 2012, este estudo se focou na análise das armas que abastecem a criminalidade e ameaçam a população: são em  sua maioria revólveres e pistolas de fabricação nacional (Taurus e Rossi – 68%) e de calibre permitido (69%). O estudo demonstra ainda que 40% delas possuem numeração intacta, o que possibilitaria um trabalho das polícias para rastrear os principais canais de desvio de armas.
Os resultados reforçam a importância do Estatuto do Desarmamento para evitar crimes e retirar armas e criminosos de circulação. Praticamente metade das pessoas presas por violarem algum artigo do Estatuto possuíam antecedentes criminais. Dos presos em flagrante por porte ou posse ilegal de armas, 6,4% já haviam sido indiciados por homicídio anteriormente, o mais alto comparado aos demais crimes pelos quais as pessoas foram presas em flagrante.
O estudo traz ainda algumas recomendações feitas pelo Instituto Sou da Paz aos Poderes Executivo, Legislativo e Judiciário para que se possa fortalecer a política de controle de armas, garantindo maior segurança à população.
Clique aqui para baixar o estudo completo.