Mesclando saberes ancestrais e novas tecnologias, as periferias produzem conhecimento a serviço do bem comum. E a Periferia em Movimento destaca algumas dessas ações que acontecem em breve.

Já neste domingo (13/10), a Cia Teatral Enchendo Laje & Soltando Pipa promove uma roda de conversa sobre o “Teatro nos espaços não convencionais”. Para trocar essa ideia, convidam a Trupe Sinhá Zózima, que desde 2007 pesquisa o ônibus urbano como espaço cênico, espaço de descentralização e democratização do acesso às artes; e o Coletivo Estopô Balaio (foto de capa), que também realiza pesquisas sobre a cidade, do trem às áreas de enchente do Jardim Romano.

A partir das 16h, no Espaço Lajêro, que fica na rua Viela Onze, 03 (altura da avenida Belmira Marin, 5585) – Jardim Shangrilá, Extremo Sul de São Paulo. Saiba mais aqui.

Já na quarta-feira (16/10), a Periferia em Movimento e o Salve Selva abordam quem conta nossa história na vivência “Muros e Redes: Construção de narrativas periféricas”, que faz parte da programação da UniGraja – Universidade Livre Grajaú. Dos graffitis e pixações nos muros da cidade ao jornalismo de quebrada nas redes virtuais, as periferias revisam, escrevem e marcam presença na História – a partir das margens.

A partir das 13h30, os coletivos falam de suas experiências no universo do graffiti, das artes e do jornalismo de quebrada; seguem em percurso pelo bairro; e retornam com uma intervenção envolvendo muros e redes. Às 18h30, rola uma roda de conversa sobre o tema com o fotógrafo e educador André Bueno; e o jornalista e educomunicador popular Ronaldo Matos, do coletivo Desenrola e Não Me Enrola.

O encontro acontece na Casa da Periferia em Movimento, que fica na rua Ezequiel Lopes Cardoso, 271, no Grajaú. Saiba mais aqui.

Pra se inscrever

Até 15 de outubro, o 1º Andar Studio e Produções recebe inscrições para a Residência Artística de ocupação e produção coletiva. O objetivo é ampliar o acesso da população do Extremo Sul de São Paulo aos meios de produção musical. Por isso, será selecionado 01 banda, artista, coletivo, grupo ou cantos para produzir um experimento musical.

Ao longo de 01 mês, o selecionado poderá utilizar o estúdio para elaborar um show, uma produção musical coletiva, concepção e criação de um disco, entre outros formatos.

Foto: Thiago Borges/Periferia em Movimento
Festival Esquema Noise Underground (Foto: Thiago Borges/Periferia em Movimento)

Além da estrutura, o participante receberá R$ 3 mil para custear despesas de produção, contratar profissionais, prensar material gráfico, alugar equipamentos, comprar instrumentos musicais, produzir merchandising. O material produzido também será apresentado em edição do Festival Esquema Noise Undergorund, em abril de 2020.

Acesse aqui o edital completo, com todos os critérios de seleção. E faça a inscrição aqui.

Já o curso “Jovens empreendedores socioambientais” das Áreas de Proteção Ambiental (APAs) Bororé-Colônia/Capivari- Monos e territórios vizinhos (Parelheiros, Marsilac e Capela do Socorro) tem como objetivo promover uma reflexão sobre as unidades de conservação, o turismo sustentável, práticas agroecológicas e diversidade sociocultural na região Extremo Sul de São Paulo.

Com 08 encontros aos sábados, entre os dias 19 de outubro e 14 de dezembro, o curso é conduzido por técnicos da Secretaria Municipal do Verde e Meio Ambiente com apoio da UMAPAZ, em parceria com uma rede de agentes, entidades e coletivos que atuam no território das APAs Bororé-Colônia e Capivari-Monos.

As vivências acontecem em diferentes espaços de referência da região. As inscrições devem ser feitas pelo formulário aqui.

E o projeto Periferia Criando Moda recebe inscrições até o dia 22 de outubro, também por meio de formulário on-line. Clique e participe. O projeto é uma realização do Coletivo CHITA, que nasceu em dezembro de 2018 a partir da iniciativa de 04 jovens moradores das periferias de São Paulo. O objetivo do grupo é fomentar a cultura e criar oportunidades para que os outros jovens da periferia possam ter proximidade com o universo da moda e das artes visuais.

Ao longo de 08 meses, o coletivo vai ofertar 16 oficinas teóricas e práticas com 04 horas de duração cada, sempre aos sábados. O conteúdo aborda corte e costura, modelagem, fotografia, história da moda, além de rodas de conversa sobre empreendedorismo social e criativo, debates sobre consumo consciente, periferia e autoestima. Os participantes também vão colocar a mão na massa e produzir as próprias peças, que serão apresentadas em um desfile.

O curso é voltado a jovens de 15 a 25 anos e vai acontecer no Centro de Cidadania da Mulher do Grajaú. São apenas 15 vagas e o coletivo oferece alimentação, ajuda para o transporte e certificado.

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