Quando foi a última vez que você, mãe periférica, tirou um tempo pra cuidar de si? Quantas vezes você, senhora, pode compartilhar seus saberes naturais e receber os conhecimentos de outras pessoas? Em quais momentos você, mulher, esteve somente com outras mulheres ou pode se sentar no quintal, assistir e dançar?

Coincidência ou não, este final de semana no Extremo Sul de São Paulo abre uma série de possibilidades de reflexão e reconexão com atividades promovidas com apoio de políticas públicas ou de apoio de organizações privadas. Leia a seguir.

No sábado (15/02), a partir do meio-dia, o Coletivo Calandu promove o “Salve à cura”, um workshop com Raíssa Albano para abordar o conhecimento de plantas que a gente encontra no cotidiano e sua relação com a ancestralidade.

O evento faz parte do Projeto Becos e Vielas, que tem apoio do Programa VAI da Secretaria Municipal de Cultura de São Paulo. Vai rolar no CEU Caminho do Mar, que fica na avenida Engenheiro Armando Arruda Pereira, 5241, Americanópolis. Saiba mais aqui.

Obinrin Trio se apresenta no La Fancha

Às 13h, no Grajaú, o La Fancha – Casa Restaurante promove o quarto encontro do projeto “Uma jornada lírica poética lesbiana”. Exclusivo para mulheres e com espaço para crianças, a atividade tem gastronomia, cultura e show com o grupo Obinrin Trio. Realizado com apoio do Fundo Elas, o evento vai até as 22h, na rua Olímpio Soares de Carvalho, 21. Saiba mais aqui.

Das 14h às 16h, acontece a “Vivência nutritiva: geleia sem desperdício, degustando sabores” promovida pelo coletivo Germinar com o público idoso e mediação de Paula Lopes Menezes. Entendendo que preparar o alimento é uma forma de cuidado e carinho, a vivência propõe aprender a cozinhar uma geleia de maracujá, fruta conhecida por suas propriedades medicinais. No A Bordar Espaço Terapêutico, que fica na avenida Lourenço Cabreira, 489, no Jardim Primavera. Confira aqui.

O projeto acima também é financiado pelo Programa VAI, assim como a iniciativa “Nutrindo um quintal ancestral”. Na noite de sábado, a partir das 21h, o projeto promove uma ocupação de dança no Espaço Cultural Cazuá com o grupo Unidos Pela Dança (foto em destaque na capa da matéria e vídeo abaixo), que vai apresentar o espetáculo “Brasil Sem Censura”. O espaço fica na rua Affonso Paulilo, 193 (antigo 31), no Jardim Eliana.

E pra fechar o ciclo, a partir das 10h do domingo (16/02), o A Bordar abre as portas novamente para receber o encontro da coletiva Mamas Quebra. Criada pensando na saúde e no autocuidado de mulheres periféricas que são mães, a iniciativa promove roda de conversa e massagem para as mães enquanto as crianças têm contação de histórias.

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